Estes são os Blogues dos que amam Angola

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Carreguem com o rato nesta imágem

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domingo, 26 de dezembro de 2010

Foi um passeio bonito!


Naquele dia, eu, meus pais e duas irmãs, dentro de uma Renault 4L, saímos da Gabela e fomos até ao Dombe Grande, mais propriamente, á fazenda de cana doce, “Cassequel”. Passamos pelas cachoeiras do Binga, Salinas, Novo Redondo (Sumbe) e apanhamos a recta que parecia não ter mais fim, até Benguela. Essa recta ficava sempre perto do mar, embora não nos apercebêssemos disso. De dentro do alto “capim”, daquela savana, vimos aparecer gente que se aproximavam da estrada com cestos á cabeça cheios de Lagosta da rocha, que havia em abundância, a fim de ver se o viajante parava e as comprava. Depois, lá fomos ao local da fábrica de açúcar, em Dombe Grande, mas para fazer a travessia do largo rio Catumbela, só existia uma ponte para o comboio. Foi então colocado, como de costume, uma carreta para onde a Renault subiu e connosco lá dentro, os empregados da linha a empurraram até chegar á outra margem, onde já existia a continuidade da estrada para se chegar ao local.
Enquanto seguimos por cima daquela ponte, olhávamos para a frente e víamos a estreita linha que, afunilada, passava por baixo do carro. Dos lados só víamos o rio infestado de Jacarés. Foi a primeira vez que vi tais gigantes répteis. Depois, desembarcamos daquela carreta, seguimos por uma estrada que ficava por entre uma gigantesca plantação de cana-de-açúcar. Por entre aquela fazenda existam várias linhas de ferro para as máquinas que com seus vagões transportavam a cana para dentro da fábrica. Ali, conheci também um tipo de manga que nunca tinha visto. Tinham o tamanho de uma cabeça de uma criança.
Lá encontramos o meu tio Albertino de Oliveira, mais conhecido na empresa pelo senhor Oliveira, com seus dois filhos, o Fernando e o Zé Manuel com minha tia.
O rio Catumbela, à escala angolana, é um rio pequeno, com pouco mais de 250km. Nasce a Sul do Cusse, no Planalto Central, província da Huíla e desce apressado quase 2000m, entre terra vermelha e rochas graníticas. Por vezes, descansa numa curva e alarga.
De Caluquembe até perto do Alto Catumbela, corre para Norte. Aí, encontra o caminho para o mar e vira a poente.
Chega à Catumbela, perto do Lobito, já cansado, depois de ter alimentado as barragens do Lomaum e do Biópio. Mais uma das minhas recordações de “Angola eu te amo”.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Para todos os que amam Angola aqui vos deixo os meus desejos.


Que todos possam, num clima de paz e fraternal, alcançar uma vida com direitos iguais. Que possam viver, todos por igual, usufruindo da riqueza deste país. Um Feliz Natal e um Próspero Ano de 2011. Um grande abraço fraternal deste irmão que vos tem no coração. “Angola eu te Amo”.




domingo, 12 de dezembro de 2010

O Albino que nos meteu medo.


E naquele dia, quando eu, minhas irmãs e uns amigos de raça negra, descia-mos a montanha da selva do habitat onde vivíamos, vimos, em cima de um grande pedregulho que tinha uma altura de cerca dois metros e uns vinte de largura, um chimpanzé, não negro mas sim branco da cor do linho. Ficamos cheios de medo, pois não imaginávamos ver aquele bicho, ali, solitariamente parecendo perdido. Imaginei que, esse primata do género Pan, da família, hominídeos, se sentisse ali, isolado de todos os seus parentes pelo facto, quem sabe, de ser Albino. Como tal, foi excomungado do meio social do seu clã, de sua família.
Nos meus cambas (amigos) lá da aldeia, onde vivíamos, havia vários albinos entre eles. Os pais eram de raça negra e por um azar genético, entre vários filhos, nascera um com este problema. Em eles o sol incomodava-os, tanto no olhar como ao senti-lo na pele. Existem Albinos em quase todos os animais, assim como no homem branco.

Para quem não sabe, o albinismo (do termo em latim albus, "branco"; também chamado de acromia, acromasia ou acromatose) é um distúrbio congénito caracterizado pela ausência completa ou parcial de pigmento na pele, cabelos e olhos, devido à ausência ou defeito de uma enzima envolvida na produção de melanina. O albinismo resulta de uma herança de alelos de gene recessivo e é conhecido por afectar todos os vertebrados, incluindo seres humanos. O termo mais comum usado para um organismo afectado por albinismo é "albino".
O albinismo é associado com um número de defeitos de visão, como fotofobia, nistagmo e astigmatismo. A falta de pigmentação da pele faz com que o organismo fique mais susceptível a queimaduras solares e cancro de pele.

"Informação sobre o albinismo"

O albinismo é uma condição de natureza genética em que há um defeito na produção pelo organismo de melanina. Este defeito é a causa de uma ausência parcial ou total da pigmentação dos olhos, pele e pêlos do animal afectado. Também aparecem equivalentes do albinismo nos vegetais, em que faltam alguns compostos corantes, como o caroteno. É uma condição hereditária que aparece com a combinação de genes que são recessivos nos pais.
Os principais tipos de albinismo são os seguintes:
1. Oculocutâneo (completo ou total) - em que todo o corpo é afectado;
2. Ocular - somente os olhos sofrem da despigmentação;
3. Parcial - o organismo produz melanina (ou corantes, se no vegetal) na maior parte do corpo, mas em outras partes isto não ocorre como, por exemplo, nas extremidades superiores.
A palavra albinismo deriva do latim albun, que significa branco. Também é conhecido como Hipopigmentação.
Nos indivíduos comuns/médios o organismo transforma um aminoácido chamado tirosina na substância conhecida por melanina. Para que haja produção de melanina devem ocorrer uma série de reacções enzimáticas (metabolismo) por meio dos quais se opera a transformação do aminoácido Y (chamado tyr) em “melanina”, por intermédio da acção da enzima tirosinase.
Os indivíduos que padecem de albinismo têm este caminho metabólico interrompido, já que sua enzima tirosinase não apresenta nenhuma actividade (ou esta é tão pequena que é insuficiente), de modo que a transformação não ocorre e tais indivíduos ficarão sem pigmentação.
A melanina se distribui por todo o corpo, dando cor e protecção à pele, cabelos e à íris dos olhos. Quando o corpo é incapaz de produzir esta substância, ou de distribuí-la por todo o soma, ocorre a hipo pigmentação, conhecida por albinismo.
O albinismo é hereditário, e transmite-se de três formas distintas:
O albinismo completo se apresenta quando a carência da substância corante se percebe na pele, no cabelo e nos olhos, sendo conhecido como albinismo oculo-cutâneo ou tiroxinase-negativo. Estes indivíduos apresentam a pele e os pêlos de cor brancos, e os olhos de tom rosado. Sofrem de transtornos visuais, fotofobia, movimento involuntário dos olhos (nistagmus) ou estrabismo e, em casos mais severos, podem chegar à cegueira. A exposição ao sol não produz o bronzeamento, além de causar queimaduras de graus variados.
No albinismo ocular, uma versão menos severa deste transtorno, apenas os olhos são afectados. Nesta variedade do albinismo a cor da íris pode variar de azul a verde e, em alguns casos, castanho-claro - e cuja detecção se dá mediante exame médico. Nestes casos a fóvea (responsável pela acuidade visual, no olho) tende a desenvolver-se menos, pela falta da melanina, que cumpre um papel central no desenvolvimento do olho, nos fetos.

Os filhos da lua

Os albinos sofrem consequências devido a falta de protecção contra a luz solar especialmente na pele e nos olhos. Assim muitos preferem a noite para desenvolvimento de suas actividades, daí o nome filhos da lua. Muitos albinos humanos sofrem dificuldades de adaptação social e emocional.
Albinismo animal
Os animais albinos, via de regra, não sobrevivem por muito tempo em seu meio natural em virtude de sua debilidade ante os raios solares e ainda porque sua falta de coloração os delata facilmente, quer para suas presas, quer para seus predadores.
Deve-se diferenciar, porém, os animais albinos daqueles que possuem a coloração branca (ou leucísticos). Comummente são vendidos animais como albinos quando na realidade trata-se de animais de pelagem branca mas que ainda assim possuem melanina em seu organismo, como ocorre aos ursos do Ártico.
A vida em cativeiro dos animais albinos é, sem dúvida, a única forma de manter sua sobrevivência. Por sua beleza e raridade, tornam-se atracção em alguns zoológicos do mundo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Codornizes na savana


Era uma perdição! Os meus amigos, por volta das 17 horas, no calor tropical, vinham ter comigo para me levarem á caça de Codorniz na Savana. Eram sempre cerca de 8 a 10 os rapazes do meu clã. Levavam-me às cavalitas, debruçado sobre as suas costas, como é típico transportarem as crianças, no meu caso era por ser deficiente, e lá íamos, “todos diferentes mas todos iguais”. Sentavam-me á beira do caminho pedonal da savana, e ficavam armando umas ratoeiras artesanais, construídas, no mesmo momento, ali no sertão, por uma vara espetada em forma de meio arco com um cordel que fazia o laço entre duas pequenas pedras por onde, obrigatoriamente, teriam de passar. O caminho era abundante de pequenas sementes que o “capim” (uma erva do tipo de trigo selvagem), com a secagem, deixava cair e as Codornizes invadiam-no para se alimentarem dessas sementes. De 5 em 5 metros colocavam uma ratoeira que depois, de já estarem umas 10 ou 12 montadas, escondíamo-nos no meio do capim, deitados de forma que víssemos as ratoeiras a fechar e lá ficar uma presa. Depois de todas terem fechado apanhavam-se e voltavam-se a armar as mesmas. Assim regressava-mos com umas 20 ou 30. Depenavam-se e as nossas mães as confeccionavam. Hummm… como eram gostosas as “codornizes da Savana”. Mas o mais importante nisso tudo nem eram as Codornizes, era a camaradagem em nós! Mesmo que não trouxéssemos, uma sequer, tínhamos passado uma tarde espectacular em plena natureza. Ouvir o chilrear de várias dezenas de espécies de aves, os guinchos dos macacos e as nossas brincadeiras. Que saudades de vocês! Paulino, Januári Chico, Domingos, Sabalo, Caquarta, Catumbira na Sanzala da Cananguena – Lundo – Gabela – Amboim. Um grande abraço.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A Batalha de Cuito Cuanavale (Victória Mítica de Cuba)

Foi assim! O MPLA com o auxilio de Cubanos e armamento bélico fornecido pela Russia e China, mataram milhões de seres humanos, filhos de Angola, porque os do Centro e Sul, eram afectos á UNITA! Aliás, as fileiras da UNITA eram compostas por Angolanos. Se ouvesse eleições 70% votavam UNITA. O MPLA sabia que perderia e então, os portugêses, amigos do capitalismo, e esperando beneces por parte de Agostinho Neto, entregara Angola para a mão dele, sem que ouvesse direito a Voto. Savimbi, não se conformando, partiu para a guerra com o povo Angolano, mas o MPLA, pedio ajuda aos Cubanos para extreminar com os Bailundos e todas as etnias do Centro ao Sul. E ainda mataram muitos homes no seio do próprio MPLA que vissem que eram contra a ditadura que Agostinho Neto e seus capangas queriam implantar no país. Esta é toda a verdade!

ANGOLA QUE SAUDADES. (Colocado por mim no Youtube)

Dedico a todos os africanos dos paises dos PALOPS

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ANGOLA - FOME E MISÉRIA EM LUANDA.


A FOME TAMBÉM TEM O ROSTO DOS CORRUPTOS ANGOLANOS.


Impressionante. É o adjectivo que moderadamente conseguimos encontrar para classificar aquilo que Martinho Júnior nos traz do YouTube. Realidade que também vai encontrando no quotidiano angolano, principalmente de Luanda, como é o exemplo aqui trazido.Uma evidência que nos convida a darmos muitos gritos de revolta pelo estado a que os Josés Eduardos dos Santos, angolanos e de outras nacionalidades, conduziram o povo angolano, os idosos, os homens e mulheres angolanas, os jovens, os adolescentes e as crianças..
Impressionante é vermos como mãos cheias de crianças e adolescentes abandonados sobrevivem diariamente entre a imundice, a destruição, a fome e as doenças.Próximo, os José Eduardos dos Santos dos MPLÁs e de futuros MPLÁs com outros nomes sugam as riquezas de um país sem mínima consideração pelo seu povo ou até pela histórica luta pela independência por que homens de antanho deram a vida.Pela comprovada crueldade, displicência e egoísmo de mentes criminosas que SE governam em Angola, publicamos o despacho do nosso elemento da Fábrica dos Blogs em Angola. - António Veríssimo.


CRÓNICA DE UM ANGOLANO CHAMADO NINITO.


A todos que, de uma maneira ou outra, Angola lhes diz alguma coisa, não deixem de ver e divulgar este pequeno documentário. Esta é a realidade angolana, não aquelas fotos de avenidas cheias de prédios Novos e Grandes, projectos de nova Marginal e da Cidade Nova, lá para os lados da Praia do Bispo e Corimba.Governo de ladrões, bandidos e assassinos. O povo angolano sofre agora como nunca sofreu. No tempo dos chamados colonos, nunca eu vi crianças a viverem nos esgotos e a comerem ' NADA '.Angola é rica mas só para meia dúzia, e hoje é recolonizada, por estrangeiros de todo o mundo.Esta, definitivamente, não é a Angola que os portugueses fizeram, não é a Angola que os portugueses queriam para todos e tão pouco é a Angola que os portugueses deixaram, esta é a Angola da agonia, da corrupção, da desigualdade sem precedentes, da falta de vergonha e da falta de respeito pelo mais sagrado direito: A VIDA HUMANA.


ABAIXO O GOVERNO ANGOLANO!


Quando os Americanos sugarem todo o petróleo, queremos ver o que irá acontecer.Estarei sempre ao lado de todos aqueles que são povo ANGOLANO, mas nunca ao lado daqueles que delapidam em proveito pessoal e de suas famílias tudo o que Angola tem e que os portugueses souberam preservar durante 500 anos.Nunca os portugueses fizeram em 500 anos, o que os novos representantes da pseudo independente Angola estão a fazer e fizeram em somente 30 anos.Que vergonha meus senhores.
Abaixo a propaganda falsa e a hipocrisia do Governo Angolano!Angola - this is a must see video.... por favor vejam AQUIMARTINHO JÚNIOR

RELATÓRIO CMI SOCIEDADE CIVIL EM ANGOLA R 2007:



Em Angola, o engajamento da sociedade civil é essencial para se alcançar um mínimo de transparência e responsabilidade governamentais, numa altura em que se regista um “boom” nas
receitas petrolíferas e persiste a incerteza relativamente ao processo eleitoral. Angola não conhece
eleições desde 1992, e com as elevadas receitas petrolíferas esperadas, a sociedade civil e a
comunidade internacional são as únicas forças capazes de exercerem influência e pressão sobre o
governo para demonstrar o adequado respeito pelos direitos humanos e redistribuir as receitas dos
recursos minerais.
Sem eleições há quase 15 anos, o canal para os cidadãos expressarem as suas preferências
de políticas por meio das eleições está bloqueado. O Governo de Angola não está a ser
responsabilizado por meio de eleições. Por isso, os cidadãos angolanos possuem poucos meios para
expressar as suas preferências de política, excepto, através das organizações da sociedade civil, os
meios de comunicação social e a acção directa. A sociedade civil em Angola deve estabelecer e
defender os seus direitos ao conhecimento e supervisão (incluindo acesso à informação), e a
defender os seus direitos à organização como meio de participação popular, de consulta e de
opinião. A sociedade civil tem um papel importante a desempenhar para se estabelecer um mínimo
de transparência e responsabilidade nos assuntos de interesse público em Angola.
De acordo com o recente relatório dos Direitos Humanos elaborado pelo Departamento de
Estado Norte-Americano (2006), existem actualmente mais de 100 ONGs internacionais e
aproximadamente 350 ONGs nacionais a trabalhar em Angola. Segundo um recente directório de
ONGs elaborado pela Unidade Técnica de Coordenação da Ajuda Humanitária (UTCAH), existem
97 organizações internacionais, 78 nacionais e 15 organizações religiosas (UTCAH 2006). Existem
provavelmente mais ONGs nacionais a trabalhar, particularmente a nível local, e as ONGs listadas
podem até ser insignificantes e inoperativas.
Apesar dos números, foi apenas em princípios de 1990 que a sociedade civil se tornou um
factor com significado político, quando a longa história do regime autoritário do partido único
conheceu alguma forma de moderação na primeira abertura democrática de Angola. Ainda assim, a
não realização de eleições, a dominação do partido único, um legado histórico do regime socialista,
e o actual ímpeto da elite no poder de deter o pleno controlo das receitas dos recursos naturais,
constituem factores limitativos para a organização da sociedade civil.
O objectivo primário deste relatório consiste em desenvolver um entendimento do papel
político das organizações da sociedade civil na Angola contemporânea. Analisaremos mais
especificamente o papel que a sociedade civil pode desempenhar para influenciar a favor da
transparência e da prestação de contas na gestão das finanças públicas, ou, por outras palavras,
como a sociedade civil pode contribuir para a transparência, responsabilidade e gestão adequada da
riqueza mineral de Angola em crescimento rápido.
Neste estudo analisamos principalmente as organizações da sociedade civil com o foco nas
políticas das receitas petrolíferas em Angola, no sector petrolífero e na programação e execução do
orçamento numa perspectiva de combate à pobreza. Em que medida as organizações da sociedade
civil em Angola têm um interesse real e potencial em, e influência sobre, políticas e processos de
receitas e de orçamento do Governo? Esta é a questão dos “milhões desaparecidos”, da tributação e
receitas dos sectores minerais (principalmente petróleo, gás e diamantes), da gestão das finanças
públicas das receitas do petróleo e outras receitas minerais, do próprio processo do orçamento, da
redistribuição e orçamentação do combate à pobreza, a implementação da política financeira, e a
transparência e a responsabilidade social corporativa das empresas internacionais que operam em
Angola.
Um segundo e mais amplo objectivo deste relatório consiste em desenvolver um
entendimento das forças e actores que podem, eventualmente, contribuir para uma melhor
RELATÓRIO CMI SOCIEDADE CIVIL EM ANGOLA R 2007: 8
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governação em Angola, incluindo mais transparência nas questões públicas e maior
responsabilidade na prestação de contas por parte dos funcionários públicos e dos detentores de
cargos eleitos. Esta perspectiva mais ampla visa identificar e categorizar as organizações existentes
e as OSCs engajadas em (ou com um potencial para influenciar a favor de) boa governação e
prestação de contas em Angola, incluindo os direitos humanos básicos, a transparência, voz e
participação, tanto a nível central como local. Este objectivo mais amplo incluirá consequentemente
alguma avaliação da potencial oposição à elite no poder em Angola, e lançar alguma luz sobre o
papel da sociedade civil como um agente de mudança no processo da democratização em Angola.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Esta é a verdade sobre a querida pátria "Angolana"

Os verdadeiros Patriotas (Agostino Neto e Jonas Savimbi)

Em Angola existiram, nas décadas de 60 e 70, três partidos revolucionários que lutaram para por fim ao colonialismo. Um dos três partidos era o do Olden Roberto (FNLA Frente Nacional de Libertação de Angola). Este, Olden Roberto, era um falso Angolano, ele era lacaio do imperialismo internacional, não lutava com amor á pátria e ao povo Angolano. Infelizmente, os que o fizeram com amor ao povo e com o intuito de acabarem com os colonialismos, já faleceram. Foram eles, Agostinho Neto e Jonas Malheiro Savimbi. O José Eduardo dos Santos, é um traidor, pois está a entregar o país que tanto amamos, a novos colonizadores que, estes sim, exturquem toda a riqueza, deixando assim, para trás na miséria, os filhos e amantes de Angola.
Vejam este filme. Dedico-o a todo o verdadeiro angolano.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sinto-me culpado sem ter culpa


Meus amigos, eu sou de raça branca e europeu (Português). Ninguém imagina o desgosto que sinto por ser desta raça, da raça colonizadora.
Cresci em África, mais propriamente em Angola, por entre selva e savanas. Cresci rodeado de amigos de raça negra de todas as idades. Conheci as culturas e hábitos alimentares. Depois de me familiarizar com aquele povo, naquele paraíso selvagem, passei a sentir-me negro, embora a minha pele fosse branca. Sempre me senti como sendo oriundo de África, como se as minhas raízes focem de lá. Cheguei ao ponto de sentir um sentimento de revolta pelo facto dos homens da minha raça, de raça branca, terem invadido os povos africanos e a toda a força quererem acabar com os seus usos e costumes, com a sua cultura e hábitos alimentares para implantarem os seus que levavam dos seus países invasores. Revoltava-me esta atitude! E mais, ainda, me revoltava era saber que tantos angolanos perderam a vida, a família e outros ficaram mutilados para escorraçar com os invasores, e o capanga do imperialismo ocidental, José Eduardo dos Santos, pactua com esta raça que fez deles uns homens sem direitos, como se focem uns animais, escravizando-os e explorando-os. Agora ele (JES) deu continuidade, e com mais garra, a que seja implantada naquele país as culturas europeias e asiáticas, fazendo assim que aquela cultura e hábitos tão ricos, desapareçam do mapa angolano. Conheço ambas as culturas e sinceramente detesto a ocidental. A cultura africana, rituais e hábitos são mais primitivos e para mim tem mais sentido e é mais saudável, pois une mais o povo, enquanto os ocidentais, ganânciosos, são mais desunidos, e quando existem amizades não são tão compactas, facilmente se quebra o elo de ligação. O ocidente é egoísta, capitalista e não olham a fins para atingirem os seus objectivos.
O meu coração vive triste, pois nunca pensei que depois de se terem livrado dos invasores e de 14 anos de guerra para os expulsar, fosse este país governado pela mão de um falso Angolano, que apoia incondicionalmente, a implantação de uma outra cultura acabando assim com a primitiva e que tinha raízes bem fortes.
Pelo facto de saber que durante os 500 anos, os invasores portugueses, quiseram destruir aquela rica cultura Angolana, leva-me a sentir raiva pelo facto de a minha pele ser branca.
Queria ser negro, sentir-me um dos que foi vítima da escravatura, vítima por perca do habitat riquíssimo em flora e fauna. Queria estar na pele dos meus amigos negros! Sinto vergonha por ser branco e pertencer á raça invasora que nunca respeitaram os direitos do homem.
Amo Angola e os angolanos.

domingo, 31 de outubro de 2010

A morte do presidente da UNITA, Dr. Jonas Malheiro Savimbi.

Como todos sabemos, e como também já escrevi, o saudoso morto presidente da UNITA, lutou contra o MPLA até à sua morte. Não lutava contra um governo, porque nem ele, nem 70% dos Angolanos não votaram na escolha desse governo, e, como tal, era um governo, visto pelos angolanos, como ilegítimo. Foi por este motivo que a UNITA, depois de ter vencido o colonialismo, foi esforçado a levar a cabo cerca de 30 anos de guerra fratricida a fim de defender que a sua pátria querida não caísse na mão de novos colonizadores, como China, Brasil e até Portugal, que apoiados pelo José Eduardo dos Santos, família e capangas, exturquem riquezas de Angola como nunca durante o Colonialismo foi extorquida e o povo vivendo numa miséria profunda.
O Dr. Savimbi era um cidadão que lutou toda a sua vida em busca da igualdade para o povo angolano. Não foi morto pelos Angolanos! Foi morto pelos lacaios do imperialismo internacional! Os que o mataram não eram angolanos e como tal não vivem em defesa dos interesses dos Angolanos.
Sem escrúpulos, mataram-no e escandalosamente, mostraram imagens de vários ângulos de seu cadáver como se de um animal se tratasse. Foi um escândalo! Não se trata um ser humano daquela forma! Depois de já estar morto, aproximaram-se do cadáver, espetando-lhe com mais uns tiros e pontapearam-no! Os anti-angolanos que o fizeram, são terroristas que, não só tiveram coragem de o matar, em vez de o capturarem, como também já haviam morto vários simpatizantes daquele movimento do galo negro.
Estes homens, que chacinaram os que lutavam pela igualdade do seu povo, deveriam serem julgados no tribunal internacional dos direitos humanos.
De que valeu o povo angolano sacrificarem a sua vida para acabarem com o colonialismo português? Homens, mulheres e crianças morreram no tempo colonial mas era em defesa da sua terra, em defesa de igualdade social. Mas uma coisa é certa… muito mais gente foi morta pelos lacaios do imperialismo depois da independência, do que durante todo o tempo colonial.
Hoje, os que são verdadeiramente angolanos, os que perderam e se desagregaram de suas famílias devido á guerra, vivem numa miséria profundo para que José Eduardo dos Santos, lacaio do imperialismo internacional, sua filha e capangas vivam em grande nível de vida sendo eles os donos de parte da riqueza extorquida em Angola, porque outra parte é extorquida por empresas estrangeiras.
Povo Angolano… como presidente de um partido que lutou pela igualdade dos angolanos só ouve um! Foi o Dr. Savimbi, ele amava a sua terra e o seu povo! Ele não morreu! Ele vai estar sempre na memória dos Angolanos! Não na memória dos estrangeiros ZÈDU e COMPANHIA.
O Sol quando nasce é para todos…






Na bandeira, da UNITA, a cor vermelha representa o "sangue dos angolanos", o verde representa “Esperança”, o sol representa “Quando nasce é para todos” e o galo “Quando canta é para despertar”! Por isso sigam os dizeres da bandeira! Despertem! Abram os olhos! Não se deixem enganar! “O nosso galo canta”!!!


Savimbi… sempre!
Angola… sempre!
KWACHA Angola, KWACHA UNITA

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Angolanos revoltados com o que se passa no país

Esturquidores de Angola
Por: Irmão Gordo
Jamais olvidaremos os exemplos do Dr. Jonas Savimbi que quis que os filhos de Angola fossem valorizados na sua terra como gentes, mas infelizmente os inimigos de Angola e angolanos fizeram tudo para a sua liquidação, mas ainda somos milhares e milhares de angolanos que sentimos na pele e osso o sofrimento deste país sobretudo a dominação neo-colonial que se arrasta em Angola. Mas mais tarde ou mais cedo, a cena política em Angola irá mudar com o esforço de todos angolanos, para se acabar com a corrupção, a miséria, a fome, o crime organizado a partir do executivo, utilizando o nome dos angolanos para fazerem os seus desejos pessoais. O desenvolvimento do país parte prioritariamente, na organização dos homens, vivendo assim em harmonia sem exclusão social ou ódio devido a miséria extrema que se verifica em todos os cantos de Angola. O Dr. Jonas Malheiro Savimbi é o exemplo a seguir em todas as circunstâncias, porque ninguém aceita na sua terra viver como escravo, a pessoa vem de onde vier nós venceremos pela força duma democracia real, para que os filhos desta pátria sintam-se como gente e pessoas desta terra do N’gola. Frisou pela paz, amor e fraternidade para com todos os povos do mundo o grande pensador internacional e conselheiro mundial dos direitos humanos.
Dr. Savimbi descanse em paz. Lutaste para o bem do seu povo. Primeiro os Angolanos, segundo os Angolanos, terceiro, os Angolanos. Os Angolanos sempre!
Foste mal interpretado pelos corruptos do MPLA! Hoje os estrangeiros têm poder económico neste país. Tem emprego… e os angolanos? São tratados e vistos como um cão! E não podemos lamentar porque os que estão no poder, pelo MPLA, são de nacionalidade duvidosa.

Por: KIKI
Mesmo com tanta propaganda contra Savimbi, isto não nos troca o angolano Savimbi pelos estrangeiros Santola e ZEDU. Se o Savimbi matou e violou, não matou e nem violou Santola, o Cabula. Matou e violou o seu povo! Então o ZEDU e o MPLA são estrangeiros? Matou e continua a matar angolanos! Então quem são mais criminosos? Alem de nos matar continua a roubar dinheiro da nossa riqueza! Hoje fala da compra de bancos e fábricas portuguesas, quem faz isto? São eles! Hoje Cabo-Verde é uma ilha turística bem organizada, quem são os donos daquelas coisas todas em Cabo-Verde? Kopelipa e outros! Roubam em Angola e levam para o país deles. O Savimbi matou os Angolanos igual a estes! Se vai ser julgado nos angolanos é que vai fazer o julgamento do Savimbi. Mas o ZEDU não tem o direito de matar os angolanos, ele é estrangeiro! Nos não permitimos isto! Já ouvimos muito… o Savimbi fez isto, disse aquilo, mas a verdadeira causa da morte de Savimbi, era a liberdade de roubo por parte do MPLA. Se ele tivesse vivido realmente Isabel não teria o que tem hoje! Mesmo o ZE ia trabalhar melhor por pressão de Savimbi. Este é o único angolano e os crioulos tinham medo. Seguir o exemplo de Savimbi, é mostrar que somos fortes.

Por: Longwani Mokka
Para os grandes homens deste mundo, e conhecedores da história mundial, Jonas Savimbi, era incomparável! E para os bíblicos ou cristão, basta entenderem quão Jesus Cristo sofreu para salvar dos pecados esta raça humana! Desculpem, para os que pouco pensam até agora não conseguem entenderem a causa da luta por Angola, por parte de Jonas Savimbi. Hoje em Angola vive-se um regime muito complicado que até os analfabetos se questiona porquê? Ficaram na memória os grandes líderes africanos, como Nelson Mandela, Kheneth Kaunda, Khuamen Kruman, entre outros de renome. Triste quem não sabe! A verdade para ser descoberta leva tempo, é só povo aprenderem todos a lerem e saberão da verdade sobre Savimbi.

domingo, 17 de outubro de 2010

Angola: Filha de Eduardo dos Santos é “Zon”…?

Postado por: Melita Em julho 3, 2009 As 3:00 am.

Um povo que vive miseravelmente…Uma filha do Presidente desse mesmo povo, que é já das mulheres mais ricas do mundo…Um País, em que para se entrar no seu mercado, tem que se dar “parceria” à filha do Presidente …”
Essa filha, para não ser o pai, já vem fazendo parcerias desse tipo, com muitas das empresas sediadas em Portugal …

O povo…vive na “terra do Nunca”…

Diga lá Quem é ZON???

Diga lá Quem é ZON???

Não pactues com este tipo de “farsas” das grandes empresas Portuguesas…, que pensando também em lucros, esquecem o sofrimento do povo Angolano, tal como quem o dirige.

Quem Cala consente…

Deus escreve direito por linhas tortas… Esta é a Esperança do povo da “terra do nunca” povo Angolano e Português…

O que se passa em Angola?


Por ANTÓNIO VERÍSSIMO -- MARTINHO JÚNIOR, em PÁGINA UM.

A FOME TAMBÉM TEM O ROSTO DOS CORRUPTOS ANGOLANOS
Impressionante. É o adjectivo que moderadamente conseguimos encontrar para classificar aquilo que Martinho Júnior nos traz do YouTube. Realidade que também vai encontrando no quotidiano angolano, principalmente de Luanda, como é o exemplo aqui trazido.

Uma evidência que nos convida a darmos muitos gritos de revolta pelo estado a que os Josés Eduardos dos Santos, angolanos e de outras nacionalidades, conduziram o povo angolano, os idosos, os homens e mulheres angolanas, os jovens, os adolescentes e as crianças.
Impressionante é vermos como mãos cheias de crianças e adolescentes abandonados sobrevivem diariamente entre a imundice, a destruição, a fome e as doenças.
Próximo, os José Eduardos dos Santos dos MPLÁs e de futuros MPLÁs com outros nomes sugam as riquezas de um país sem mínima consideração pelo seu povo ou até pela histórica luta pela independência por que homens de antanho deram a vida.

Pela comprovada crueldade, displicência e egoísmo de mentes criminosas que SE governam em Angola, publicamos o despacho do nosso elemento da Fábrica dos Blogs em Angola. - António Veríssimo


Angola lidera países com mais mortes por causas ambientais
2007 Junho 14
Cerca de 116 mil pessoas morrem anualmente em Angola devido às más condições ambientais, principalmente da água e ar, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O resultado lista o país como um dos piores colocados, ao lado de Burkina Faso, Mali e Afeganistão.

O estudo “Fardo Ambiental das Doenças” é o primeiro a traçar em cada país o impacto dos problemas ambientais, que, segundo estimativas da OMS, causam anualmente 13 milhões de mortes em todo o mundo. Os cálculos da OMS, baseados nas estatísticas de saúde nacionais relativas a 2004, indicam que os problemas ambientais em Angola são responsáveis por 37% das doenças e 116 mil mortes todos os anos.

O número de anos de vida saudável perdidos no país devido a problemas ambientais é de 304 por 1.000 habitantes anualmente. As diarréias representam o principal impacto da má qualidade do ambiente por tipo de doença, com uma taxa angolana é de 114 dias de vida perdidos, a pior do mundo. Entre as piores do mundo estão ainda as taxas de impacto ambiental nas infecções respiratórias (50 dias), ferimentos causados por acidentes rodoviários (8,9 dias) e ferimentos com outras causas (17 dias).

Interesses angolanos vão desde a banca aos media
- DN de junho/2009


A compra da maioria do capital da empresa que detém o semanário Sol por parte de uma empresa angolana, a Newshold, foi o último passo, conhecido, de investimentos em Portugal. Nos últimos anos, a presença angolana em Portugal foi clara e notória.

Uma das maiores associações está no sector da energia. A petrolífera Sonangol integra o capital da Amorim Energia, empresa do grupo Amorim, um dos maiores accionistas da Galp. Nos últimos quatro anos, o consórcio formado por Américo Amorim, Sonangol, Isabel dos Santos, filha de José Eduardo dos Santos, e Caixa Galicia, já arrecadou cerca de 330 milhões de euros em dividendos (valor bruto, sujeito a impostos) desde que entrou no capital da Galp Energia.

Os investimentos da filha de José Eduardo dos Santos passam ainda pela banca. No final do ano passado, a Santoro Financial Holding, detida por Isabel dos Santos, comprou a posição de 9,69% que o BCP detinha no banco BPI.O negócio foi feito por 163,9 milhões de euros, segundo foi noticiado.

Isabel dos Santos detém ainda, através da Santoro Financial, uma posição de 25% no Banco BIC Português, presidido por Mira Amaral, antigo ministro de Cavaco Silva, detido maioritariamente por capitais angolanos.

Recentemente, segundo notícias vindas a público, Isabel dos Santos fechou um negócio com a empresa portuguesa Zon Multimédia para o projecto de televisão por cabo em Angola. A nova sociedade constituída em Angola será detida 70% por Isabel dos Santos e os restantes pela dona da TV Cabo portuguesa. O projecto aguarda as licenças das autoridades angolanas.

por C.R.L -- DN Portugal de 30/06/2009

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Anedota para os meus seguidores rirem! hehehehe

Os idosos sabem-nas todas!
Velha folgada

A VELHINHA, O BALDE, A TINTA, OS FRANGOS E UM GANSO.



Um fazendeiro resolveu ir a pé da cidade, de volta para sua fazenda.
No caminho, comprou um balde e um galão de tinta, dois frangos e um
ganso vivo. Quando saiu, parou e ficou matutando sobre como levar as
compras para casa.

Enquanto coçava a cabeça, apareceu uma velhinha que lhe disse estar
perdida e lhe perguntou:

- Pode me explicar como chegar até a Estrada das Andorinhas, 1603?

- Bem, minha fazenda fica próxima a esse local. Eu a levaria
até lá, mas ainda não resolvi como carregar tudo isto.

A velhinha sugeriu:
- Coloque o galão de tinta dentro do balde, carregue o balde em uma
das mãos, um frango sob cada braço e o ganso na outra mão.

- Muito obrigado, - disse o homem - é uma boa ideia.

A seguir, partiram os dois para o destino.
No caminho, ele disse:
- Vamos cortar caminho e pegar este atalho, pois economizaremos muito tempo.

A velhinha o olhou cautelosamente e disse:
- Eu sou uma viúva solitária e não tenho marido para me defender. Como
saberei se quando estivermos no atalho você não avançará em cima de
mim e levantará minha saia para fazer amor comigo?

- Impossível, estou carregando um balde, um galão de tinta, dois
frangos e um ganso vivos. Como eu poderia fazer isso com tanta coisa
nas mãos, sendo que se soltar as aves elas fugirão?

- Muito simples: coloque o ganso no chão, ponha o balde invertido
sobre ele, coloque o galão sobre o balde e eu seguro os frangos... rsrsrsrsrskkkkkkkkkk

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sempre com a música. As mudanças em 45 anos.













Em cima, Feira e festa anual de São Mateus-Soure 2010
Foi aos 14 anos que iniciei a minha ligação ao mundo da música. No inicio, em Angola, fazia Farras (Bailes), lá no Kimbo (Aldeia), para os meus cambas (amigos). Aqui vos vou mostrar, por ordem, os aparelhos que usei, primeiro em Angola nos anos 60 e 70, depois em Portugal até a data de hoje.
Adoro este meu trabalho de entertainer. Os tempos mudaram e eu passei dos discos em vinil para as grandes bobines, depois, já cá em Portugal, para as cassetes e de seguida os CD’s. Hoje, utilizo o equipamento mais moderno no mercado. Um computador, um disco rígido externo de 500 gigas, e uma mesa de mistura. A amplificação é de 4000wates RMS e as caixas de som (Colunas) são construídas por mim com Altifalante de graves (woofer) de 800wates, médios 300wates e agudos 150wates,
Amplificadores, crossover passivo, processadores, etc.
Com este equipamento faço de DJ, Karaoke e animação de ambiente em festas (arraiais, casamentos, aniversários, comícios, etc.).









segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Os musicos de Angola que deram a conhecer esta linda nação ao mundo


Duo Ouro Negro, o grupo musical Angolano, dos anos 60 e 70, com as musicas mais belas que já escutei! Não deixem de ver e ouvir estes dois Videos, mas uma coisa eu vos pesso! Se sentirem os corações a baterem, não chorem. Um grande abraço para as familias destes dois grandes homens e para todos os fãs.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Angola… o grande problema étnico.

Esta matança era contra quem? Era para acabarem com o colonialismo português? Não, eram o MPLA com a ajuda de Cuba e Russia a quererem exterminar o povo do Centro e Sul de Angola!
Mas a culpa de tudo isto é de Portugal que retirou a tropa portuguesa, antes de haver eleições livres, e entregou o armamento ao MPLA e lhe deu apoio logistico para a entrada de Cuba e assim matarem os verdadeiros patriotas.
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É verdade que havia postado um artigo, em meu blogue, defendendo a UNITA como o partido democrático que sempre lutou pelos direitos dos Angolanos. Falava de uma realidade e dos estatutos da UNITA, mas acabei por o retirar. Pois é muito complicado implantar uma democracia em Angola visto que existem várias etnias rivais e que não aceitam serem governadas por uma etnia que não seja a sua! Durante todo o tempo que lá vivi, convivi com várias, e os da zona de Luanda são aqueles que sentem que são os maiores e melhores homens do planeta. E como tal, eles se usam de arrogância para com os do centro e sul de Angola. Eu conheço muito bem o povo Angolano! Sei que, nunca haveria paz em Angola se os do centro e sul focem governo e implantassem uma democracia! Seria o terror, haveria novamente um mar de sangue.


Enquanto estive, durante 3 meses, no campo de concentração em Nova Lisboa, actual Huambo, pude presenciar os comboios que antes transportavam mercadorias e passageiros, passaram a transportar, do porto do Lobito para o Huambo, artilharia pesada de guerra, desde carros blindados, plataformas de lançamento de canhões e milhares de Cubanos albergando fardas e cinturões com balas e armas Russas, para ajudarem o MPLA a fazer desaparecer a etnia Ovimbundu da qual surgiu, e era composto em cerca de 70%, o movimento do “galo negro” UNITA, povo do centro e sul de Angola. Nunca consegui tirar da memória aqueles comboios com tanta artilharia pesada a fim de derreterem com tudo. Os angolanos do centro e sul vão ter que gramar, para sempre, com uma opressão e até serem subjugados pelos do norte de Angola. É triste mas é assim! Tenho pena e me sinto triste, pois os angolanos deveriam viver em união e em democracia com paz e justiça social para todos sem haver diferenças. Numa democracia não pode existir etnias, religião nem cor. Somos todos irmãos, com ideias diferentes, mas temos de aceitar os outros para que os outros aceitem a nós.
Uma guerra de 30 anos para imporem uma ditadura aos filhos de Angola. Os portuguêses já lá não estavam. Vejam os videos destes conflitos de 1975 a 2001. Hoje o povo vive numa opressão como nunca.

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Jonas Savimbi

Jonas Malheiro Savimbi





















Jonas Savimbi
Líder da UNITA
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Nascimento: 03 de Agosto de 1934
Munhango, Bié

Falecimento: 22 de Fevereiro de 2002
Lucusse, Moxico (67 anos)

Nacionalidade: Angolano(a)

Partido: UNITA


Jonas Malheiro Savimbi (Munhango, Bié, 3 de Agosto de 1934 — Lucusse, Moxico, 22 de Fevereiro de 2002) foi um político e guerrilheiro angolano e líder da UNITA durante mais de trinta anos.
Tendo o apoio dos governos dos Estados Unidos da América, República Popular da China, África do Sul, Israel, vários líderes Africanos (Félix Houphouët-Boigny da Costa do Marfim, Mobutu Sese Seko do Zaire, o rei Hassan II de Marrocos e Kenneth Kaunda da Zâmbia) e mercenários de Portugal, Israel, África do Sul e França, Savimbi passou grande parte de sua vida a lutar contra o MPLA e o governo colonialista português e depois da independência de Angola, contra o governo Angolano que era apoiado por conselheiros militares da União Soviética, tropas de Cuba e da Nicarágua Sandinista. Acabando esta Guerra Civil, por se transformar em um dos mais importantes conflitos do Terceiro Mundo na Guerra Fria.

Biografia

Savimbi nasceu a 3 de Agosto de 1934, em Munhango, uma pequena cidade da província do Bié, passando a sua juventude na sua aldeia natal e posteriormente no Huambo, cidade que após a independência de Angola, serviu como sua base militar durante a Guerra Civil Angolana (1975 - 2002). O pai de Savimbi era o chefe da estação ferroviária de Angola em Benguela linha e também um pregador protestante. Ambos os seus pais eram membros da tribo Ovimbundu, o que mais tarde serviu a Savimbi como base principal da sua política.
Durante a sua juventude ganhou uma bolsa de estudos para a Europa na (Suíça), onde viria a se formar em ciências políticas. A maior parte da vida adulta do líder da UNITA foi passada na guerrilha. Fluente em português, inglês e francês, Savimbi costumava reservar essas línguas para contactos com os seus opositores políticos, diplomatas ou jornalistas. No dia-a-dia, Savimbi usava a língua Ovimbundu para se exprimir.
A UNITA — "o Movimento do Galo Negro" foi criada por Savimbi em 1966 para combater o colonialismo português.
Em 1992, aquando das primeiras eleições em Angola, Savimbi participou sendo derrotado, resolveu voltar à guerra por não aceitar o resultado das mesmas, alegando que as mesmas não tinham sido transparentes, optando novamente pelo caminho da guerra civil.
Em 1994, a UNITA assinou os acordos de paz de Lusaca, depois de meses de negociações, e aceitou desmobilizar as suas forças, com o objectivo de conseguir a reconciliação nacional. O processo de paz prolongou-se durante quatro anos, marcado por acusações e adiamentos. Nesse período, muitos membros da UNITA deslocaram-se para Luanda e integraram o Governo de Unidade Nacional, no entanto dissidências internas separaram o braço armado do braço político surgindo dessa forma a UNITA renovada, onde Jonas Savimbi não se sentia representado, rompendo com os acordos de paz e retornando ao caminho da guerra.
Morreu a 22 de Fevereiro de 2002, em Lucusse na província do Moxico após uma longa perseguição efectuada pelas Forças Armadas Angolanas (FAA) braço armado do MPLA que o abateram.
Claro, que para o MPLA, Jonas Malheiro Savimbi teria de ser abatido visto que ele e o seu movimento, UNITA, lutavam por uma democracia, onde o povo teria direito a escolher quem os governa de 4 em 4 anos! Onde o povo teria direito a falar mal do seu governo, onde poderiam reclamar, onde teriam direitos sociais por igual! Onde o povo angolano teria direito a usufruir, por igual, da riqueza extraída na sua pátria!
A UNITA era o povo e o povo era a UNITA!

KWACHA ANGOLA (Abram os olhos)

Mais sangue não! Existe uma arma melhor para acabar com a opressão! É o VOTO

17 de setembro, marca o Dia do Herói Nacional


Agostinho Neto, foi por várias ocoasiões preso pelo PIDE-DGS antiga polícia política portuguesa, e deportado para Tarrafal, Cabo Verde, sendo -lhe fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio e assumiu a direção do MPLA do qual foi presidente de honorário até 1962.

Historia de Agostinho Neto

António Agostinho Neto (Ícolo e Bengo, 17 de Setembro de 1922 — Moscovo, 10 de Setembro de 1979) foi um médico angolano, formado na Universidade de Coimbra, que em 1975 se tornou o primeiro presidente de Angola até 1979. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o "Prémio Lenine da Paz".
Fez parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países naquela que ficou designada como a Guerra Colonial Portuguesa ou Guerra do Ultramar como também é conhecida. Foi preso pela PIDE e deportado para o Tarrafal, sendo-lhe fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio. Aí assumiu a direcção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do qual já era presidente honorário desde 1962.


Agostinho Neto morreu num hospital em Moscovo no decorrer de complicações durante uma operação a um cancro hepático de que sofria, poucos dias antes de fazer 57 anos de idade. Foi substituído na presidência de Angola por José Eduardo dos Santos que até agora esta no poder.
Na minha opinião, Neto, não morreu pela doença, morreu porque era interesse de Moscovo, e de alguns Angolanos ligados ao MPLA, deixarem-no morrer para poderem mudar o regime que era favorável ao povo. Na minha imaginação, Neto foi morto para poderem dar a oportunidade aos corruptos, aos extorquirdes de tesouros, Neto foi traído pelos seus capangas para que o povo não podesse viver em uma sociedade de direitos iguais! Esta é a minha ópinião sobre a morte de Agostinho Neto, mas, também duvido muito que o povo, com o MPLA no poder, venha de alguma vez a viverem sem ditadura!

Obra literária

Poesia

1957 Quatro Poemas de Agostinho Neto, Póvoa do Varzim, e.a.
1961 Poemas, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império
1974 Sagrada Esperança, Lisboa, Sá da Costa (inclui os poemas dos dois primeiros livros)
1982 A Renúncia Impossível, Luanda, INALD (edição póstuma)

Política

1974 - Quem é o inimigo… qual é o nosso objectivo?
1976 - Destruir o velho para construir o novo
1980 - Ainda o meu sonho

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Baía (Marginal) de Luanda

A década de 1960 e meia de 75, vivia, como já sabem, em Angola. Lembra-me de tudo o que por lá passei. Lembra-me das esplanadas dos bares na Capital de Luanda, daquela Marginal ou da Mutamba. Tudo esfervilha-va, Luanda tinha muita vida com esses bares a abarrotar. Nunca vi crianças, ou adultos, pedintes ou a venderem quinquilharias para poderem sobreviverem. As esplanadas eram compostas por brancos, negros, mulatos ou mestiços. Bebia-se cerveja Cuca e comiam-se camarões que eram os tremoços de Luanda. Apreciava-se os transeuntes, Cafécos (Raparigas) de bela minissaia e os Kandengues (Rapazes) de calça á boca-de-sino com sapatos de rasto alto e cabelo comprido ou penteados com muita brilhantina tipo Jonh Trovolta. Estava-mos nos anos do “Yé-yé” onde até os Automóveis eram místicos.
Todas as raças, de homens, ao passarem uns pelos outros, olhavam-se olhos nos olhos e o seu sorrio entrava-nos na alma. Racismo…eu nunca por lá vi! Todos era-mos iguais e por isso é que existia muita gente Mulata ou mestiça. Tenho na família raparigas que se casaram com Negros. Existia sim divisão de classes, mas isso, pelo que me contam, em Portugal era bem pior. Também conheci, em Angola, muitos brancos que eram marginalizados por outros brancos pelo facto de não quererem trabalhar e deixarem-se cair no desleixo e viverem na pobreza nos “Musseques” (Bairros onde viviam os que não queriam trabalhar) ou na mata longe da civilização.
Mas aquela Luanda, dos anos 60, me deixa tanta saudade que dá vontade de cantar; “À manhã vou acender uma vela na Muxima… Vou á Mutamba e pego um Maximbombo qualquer… A Rainha da Terra Nova só para lá no Musseque”.


São Saudades e tantas Saudades de todo o esfervilhar que em Luanda existia. Ai-ué mama!
Amanhã-Duo Ouro Negro (Anos 60)
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Numa noite de caça

Quando tinha 19 anos, fui passar uns dias a casa dos sogros da minha irmã Otília, que ficava a dez quilómetros de distância, na Lala.
Um dos filhos, o Toninho, era mais novo que eu e tinha apenas 17 anos.
Um dia, por volta das 22 horas, pegou no Jeep "Land Rover", colocou-me na cabine e na carroçaria, de pé, seguiram dois homens de raça negra, cada um deles levava um "Farolim" na testa, farolim esse, ligado a uma bateria pendurada na cinta e uma arma na mão.
O Toninho conduzia o Jeep, também com uma arma ao nosso lado. As armas eram caçadeiras e a 22 longos (22 longos era uma arma de caça parecida com a G3 arma do exército) utilizava uma bala, certeira a uma distância de cento e cinquenta metros.
Lá seguimos até a “Anhara” Savana de N’dala Caxibo.
Depois de termos percorrido uns quinze quilómetros começaram a ver-se, naquele deserto escuro, centenas ou milhares de olhos a brilharem.
Eram Palancas, Gnus, Nuches, Veados, Impalas, Pacaças, Seixas e Javalis. Paramos a uma distância deles, mais ou menos 50 metros. Ele saiu do Jeep e subiu para junto dos nossos amigos. Já era 1h da manhã, começaram a atirar e mataram 5 Impalas e 2 Nuches. Chegamos a casa já com o sol a nascer do lado da Zambia. Hai... como era lindo aquele nascer do sol! Chegamos á Sanzala foi uma festa, foi carne para todos. Estas memórias são meu alimento, cada uma é uma engrenagem que faz parte da máquina que me dá força para viver mas... com tanta saudade.
Vejam este filme

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DE CABINDA AO CUNENE


Por ter ido ao Kwanza Norte
Me enchi de tanta sorte.

Bebi água do Bengo
Agora sou mulherengo.

A mulher de Benguela
Não há outra como ela.

Na província do Bié
Uma mossa me fez café.

Tomando o pau de Cabinda
O pénis arrebita ainda.

Eu vivi no Kwanza Sul
Onde o céu era mais azul.

Tive uma paixão no Cunene
Ela se chamava “Suzene”.

Da cidade do Huambo
Saí e fui ao Lubango.

Entre a savana da Huíla
Vimos um grande Gorila.

Na capital Luanda
Andei por toda a banda.

Com amigos em Luanda Norte
Ao lado deles me senti forte.

Também fui a Luanda Sul
E comprei lá um bule.

Na noite quente de Malanje
Vi dançar um Quinganje.

Também tive de ir ao Moxico
Para ver o meu avô Chico.

Nas farras de Namibe
Todos dançavam o Caribe.

Um dos meus amigos do Uíge
Tinha o nome de Caníge.

Passando pelo Zaire
Me ofereceram lá um Xaile.

E até ao Kuando Kubango
Eu ia de vez em quando.