Estes são os Blogues dos que amam Angola

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Os Batoteiros da Sanzala


“Os Batoteiros da Sanzala” consistia num jogo da moeda. Poderia ser formado por quantos elementos quisessem entrar no jogo. Todos sentados no chão, formando um circulo, cada um com a quantidade que tivesse em moedas. Consistia então em um jogador fazer rodar a moeda com os dedos sobre o chão de cimento e, de repente, enquanto a moeda rodava, bater-lhe com a palma da mão e deixa-la lá, tapando a moeda para que ninguém a visse. Depois teríamos que tentar adivinhar qual o lado dessa moeda que estaria para cima (cara ou croa). De seguida, os que julgassem que tinham a certeza que sabiam do lado apostavam, colocando perto da mão que tapava a moeda, a quantia em dinheiro que quisessem. Se não acerta-se sujeitava-se a perder a quantia que havia apostado a favor do que rodou a moeda, o que rodou a moeda era obrigado a entregar, ao que acertou, a mesma quantia, que o apostador havia colocado como aposta. Depois, calhava rodar a moeda ao que se encontrava a seguir ao último rodador. Havia quem tivesse a sorte de sair com 70 ou 100 Angolares (Escudos), mas, também poderiam sair e terem perdido 50 ou 100 Angolares. Uma das grandes batoteiras era a minha irmã cassula (Filomena), quando se apanhava com 60 ou 70 Angolares, fugia do grupo, e isso era considerado batota pois havia regras a cumprir e uma era; só desistir quando tivesse rodado uma vez por todos. Nós, rapazes embirrávamos com ela porque queria sempre rodar, mas quando tinha algum dinheiro fugia. Era a grande batoteira do grupo.
Hai... que saudades desses tempos da minha adolescência na Sanzala da Cananguena.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Meu violão me acalmava


Nasci, cresci… não sei o que sou
Nunca sei do futuro mas sei do que passou.
Passaram momentos de coisas reais
Sorri muita vez mas também tive muitos ais!
Guardo relíquias de grande valor
Não as troco por nada, lhes tenho amor.
Amor da terra que é minha mãe
Com seu sopro de vida… hoje me sinto alguém.
Alguém que carrega no peito uma dor…
Nos momentos mais tristes sinto falta de calor.
Calor que arrepie todo este meu ser
Ser homem não conta quando não temos prazer.
Prazer de que? De tudo na vida
Se alguém me chamar procuro partida!
Partida para onde deixar o coração
Que saudades eu sinto de meu violão.
Violão que construi com muito amor
Tocava e cantava… para abafar minha dor!
A dor que sentia por não ser como os outros
E os outros que via me punham a pensar!
Corriam, brincavam… e eu ali a olhar!
Brincavam com tudo que lhes viesse a mão
Em meus olhos as lágrimas me caiam ao chão.
Colocava a viola tocando baixinho…
A donzela aparecia… e me dava carinho.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Angola que a nossa comunicação social não mostra.


Claro que é obrigatório ler…
Um país muito rico onde a exploração se sente. Aqui se vê qual é o papel das multinacionais e das elites nacionais.
Isto é que deve chocar os humanos, a exploração desenfreada do homem pelo homem.
Não me falem dos animais e muito menos de animais de estimação. A obrigação de qualquer ser humano é , antes de mais , ajudar qualquer ser humano em dificuldades... é triste!!!

Nunca me calarei, estou aqui como um activista que ama angola e quer para o meu povo justiça

Veja o video, peguem esse link (copiando com o rato e cole-o em cima) e confirmem a realidade em Angola que me intristece tanto!

O filme: http://vimeo.com/9743069

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dedicatória aos Angolanos Negros com muita gratidão


Sangue é vida

Cada vez que me recorda
Sinto o coração a sofrer,
De uma triste história
Que nunca irei esquecer.

Pois num certo dia estava
Brincando com meus amigos,
Lá no meio da savana
Onde havia grandes perigos.

No meio daquele ambiente
Paisagístico e humano,
Deu-me uma crise de tosse
Desmaiei se não me engano.

Logo saltou uma golfada
De sangue saindo do pulmão,
Como tinha desmaiado
Ali tombei para o chão.

No hospital da Gabela
Tentaram me socorrer,
Foi um negro que me deu sangue
Se não fosse ele eu iria morrer.

Só ele era possuidor
Do mesmo grupo do meu,
Ele me ofereceu vida
Grato te fico irmão meu.

Aquele sangue era puro
De raízes bem Angolanas,
Colei-me àquela terra
Ó coração… tanto a aclamas.

Se não fosse aquele negro
Eu teria mesmo morrido,
Por isso não me sinto branco
Sou daquele povo querido.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Nelson Mandela


Não é um líder político Angolano, mas eu tenho de falar dele, pois, ele, pertence a um país irmão e é um homem com grande valor humano.



Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em Mvezo a 18 de Julho de 1918. É um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento antiapartheid, como activista, sabotador e guerrilheiro. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, era considerado pelo governo sul-africano um terrorista. Passou a infância na região de Thembu, antes de seguir carreira em Direito. Em 1990 foi-lhe atribuído o Prémio Lenine da Paz, que foi recebido em2002.
Este negro tinha muita razão para, depois de ter sido torturado pelos Africânderes que tomaram o poder em 1948, sair com ódio ao homem branco. Mas não… bem me lembra, no dia em que fora libertado, depois de ter passado 20 anos de cativeiro e tortura, dizer a todos os presentes que o recebiam com enorme alegria, que não queria vinganças e que o país teria que continuar a seguir em frente, no progresso, mas com direitos iguais e que, deveriam fazer parte dos futuros governos, todas as raças. “Todos de mãos unidas para fazer da África-do-sul um país multirracial de direitos iguais e governado por todos”.
Nelson Mandela, passa assim a ser considerado, para mim, o maior líder político em todo o mundo, tenho muito respeito e consideração por este homem.

Um pouco da sua história

Actividade política


Mandela, como jovem estudante de direito, envolveu-se na oposição ao regime do Apartheid, que negava aos negros (maioria da população) direitos políticos, sociais e económicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano (conhecido em Portugal sigla inglesa, ANC) em 1947, e dois anos depois fundou com Walter Sisulu e Oliver Tambo (entre outros) uma organização mais dinâmica, a Liga Jovem do ANC.
Depois da eleição de 1948 dar a vitória aos africânderes Partido Nacional apoiantes da política de segregação racial, Mandela tornou-se activo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1975) que divulgou a Carta da Liberdade - documento contendo um programa fundamental para a causa antiapartheid.
Comprometido de início apenas com actos não violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville em 21 de Março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, desarmados, matando 69 pessoas e ferindo 180 - e a subsequente ilegalidade do ANC e outros grupos antiapartheid.
Em 1961 tornou-se comandante do braço armado do ANC, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK), fundado por ele e outros. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo, fazendo também planos para uma possível guerrilha se a sabotagem falhasse em acabar com o apartheid; também viajou em colecta de fundos para o MK, e criou condições para um treinamento e actuação paramilitar do grupo.
Em Agosto de 1962 Nelson Mandela foi preso e sentenciado a 5 anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 02 de Junho de 1967 foi sentenciado novamente, dessa vez a prisão perpétua (apesar de ter escapado de uma pena de enforcamento), por planejar acções armadas, em particular sabotagem (o que Mandela admite) e conspiração para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela nega). No decorrer dos vinte e seis anos seguintes, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao apartheid que o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou bandeira de todas as campanhas e grupos antiapartheid ao redor do mundo.
Enquanto estava na prisão, Mandela enviou uma declaração para o ANC (e que viria a público em 20 de Junho de 1980) em que dizia: "Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna que é a acção da massa unida e o martelo que é a luta armada devemos esmagar o apartheid!"
Recusando trocar uma liberdade condicional pela recusa em cessar o incentivo a luta armada, em Fevereiro de 1985, Mandela continuou na prisão até Fevereiro de 1990, quando a campanha do ANC e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de Fevereiro, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk. O ANC também foi tirado da ilegalidade.
Nelson Mandela recebeu em 1989 o Prémio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos, e em 1993, com de Klerk, recebeu o Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de acabar com a segregação racial. Em Maio de 1994, tornou-se ele próprio o presidente da África do Sul, naquelas que foram as primeiras eleições multirraciais do país. Cercou-se, para governar, de personalidades do ANC, mas também de representantes de linhas políticas.
Pela morte de sua Bisneta:

Mandela, o homem que foi e será sempre, para mim, o pai do humanismo. Ele é o meu lider. Para ele e toda a familia, deixo as minhas condelencias pela morte de sua querida Bisneta. Deus estará sempre com o homem que o servio. Um grande abraço e Deus vos abençoe.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

GABELA "DO OUTRO LADO DO TEMPO"


Catumbira era alcunha do “capataz”! Magro, alto. Os negros referiam-se a ele com esse nome vendo nele um homem que quando chispava braveza era uma saraivada de impropérios e chuva de espuma enraivada. Gostava muito de “Candingolo” e “Murufo”.
No dizer dele, aquela terra tinha peçonha, feitiço de preto “Quimbanda” mandrião!
O descontentamento, logo no inicio, mas logo comecei a gostar daquela gente cheios de “Cazumbi”.
A frouxidão dos negros dava-me amiúde fernicoques de autoridade e barafustava carinho esbracejando a todo o momento.
Cheguei àquela roça grande no ano de 1962; Naquela roça grande da Quitona-Congulo de Mário Cunha nos Morros do Amboim - Gabela conjuguei o verbo amar, pois era tanta beleza que não vi outra igual.
Grande arvores de grande porte seculares, sombreavam o café “Robusta”. No floreamento, os cafeeiros se vestiam de branco. E o seu perfume!... hai-ué!… Enfeitiçava a minha alma e me fazia sentir… que somos propriedade de África.
No despertino viscoso, e húmido lusco-fusco viam-se vultos fora das “libatas” com tocos de pau mole esfregavam enérgicamente dentes brancos sobressaídos dum negrume geral; higiénicamente cuspiam golfadas prás “bissapas”; surgiam em seguida com xícaras fumegantes de aromático café. “Matabichavam”!
A casa grande onde fui morar dispunha-se a um só piso; na frontaria uma comprida e ampla varanda abria-se assim a norte; dali sentado no cadeirão, de Aduelas de pipo, podia-se admirar a azáfama do vai vem do gentio “Umbundo”.

Era só abrir o sol, a neblina (cacimbo) descolava das frondosas árvores.
Daquela varanda podia ver homens de peito nu, rolando para cá e para lá os grãos ainda verdes; revirando-os constantemente!
Roça rodeada de verde era preta de labuta, o mulherio descalço passava gritando entre elas e as crianças que giravam ao seu redor; algumas de pequenas, iam escachadas nas costas, seguras por garridos panos, nas cabeças, grandes cestos de “mateba” cheios de bagas vermelhas e verdes que despejavam nos espaços ainda vazios do terreiro.
No ar a azáfama emanava “catinga” (Cheiro característico do Negro transpirado)!
Entre os contratados Catumbira era o mais rezingão; vindo do planalto central à força dos “cipaios” e a mando do administrador Santos Correia, revelava-se um revolucionário militante; Catumbira tinha algum receio da sua braveza mas nunca houve motivos de facto, só o mantinha debaixo de olho.
Ainda hoje sou envolvido por aquelas montanhas, do vale que se abre em forma de leque e, lá longe o horizonte que confunde mar com céu e, o apito de comboio nas terras de Benguela Velha (Porto Amboim) e Sumbe.

O ano de 1962 está agora demasiado longínquo, mas só no espaço temporal; as imagens das roças, amizade Angolana, o velho “Land Rover” que nos levou às nuvens de penhascos verdejantes além do rio N´hiwa, onde meu pai mais tarde construiu uma Roça, junto da Libata “Cananguena”, fazendo fronteira, por este rio, com a CAOP (Companhia Algodoeira Ocidental Portuguêsa), ouvia-se lá fora, o cantar das “Anduas, Filicios, Quipoarengos, Pombos verdes etc. etc.”, chamando-me à realidade. Sentia-me lá, tomando daquele café cheiroso, voando entre colunas, casario e pingos de chuva gostosa.
Com as mãos no computador, percorro o olhar pelos quadros que mostram alguma história na labuta do café desde a plantação, recolha, secagem, descasque e ensacagem. Imagino, que o dono daquelas memórias poderia ter algum aparentado com o tal capataz, que tanta vez me levou, ás cavalitas, a ver a roça Quitona.
Continuei, conservo esta lembrança, e esta mística. O cheiro, mistura de café da Gabela com São Tomé, registou com agrado o aroma na minha memória. Vozeirei alegrias passadas que agora me alimentam. È de todo o modo uma Boa Lembrança.
Dei volta à roda do meu imaginário, embrulhei a vontade de voltar aquele sítio, aonde ainda deve perdurar aquele cheiro.

Vacabulário: Capataz = Chéfe de um grupo que tem por missão dirigilos. Candingolo = Aguardente feita de cana doce. Murufo = Bebida saborosa extraída da palmeira e que afermentada se tornava alcolica. Quimbanda = Especie de bruxo que faz bruxaria. Cazumbi = Bruxedo. Matabichavam = Comer o pequeno almoço (Mata-bicho=Pequeno Almoço) Robusta = Qualidade de um tipo de café. Libatas = Aldeias construídas de paus, rama da palmeira ou erva (capim) e terra amassada. Bissapas = Folhas de arvores. Umbundo = Dialéto linguístico da região do Bailundo. Mateba = Tipo de palha selvagem. Catinga = Cheiro produzido pela transpiração da pessoa. Cipaios = Um género de agentes de segurança (negros) que serviam para o comandar outros. Anduas, Filicios, Quipoarengos, Pombos verdes = Nomes de raças de passarada.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Republic of South Africa e a copa do mundo


Sei que este artigo não fala, directamente, de Angola, mas aborda um assunto complexo, que atinge, de uma forma geral, todos os Africanos, e como tal, me revolta.



Que ninguém viva de ilusões. O Campeonato do Mundo, ou se preferirem, a Copa do Mundo, não vai dar beneficio algum á população do país ou, até mesmo, a África. Aquele evento, é um como tantos outros, que já foram feitos e realizados com o apoio dos media, de forma a cobrirem todo o mundo e quem lucra com tudo isso são os poderosos que já têm milhões e continuam a fazerem estes eventos para irem buscar mais riqueza fazendo com que o mais pequeno e mais humilde acabe por cair na enrolação e gaste o seu dinheiro para verem os jogos, nem que para isso tenha de faltar em casa, para seus filhos, o pão e o leite. Os Sul-africanos não irão ganhar nada com isso. Vejamos quanto ganham os jogadores, os treinadores e presidentes destes clubes! Vejamos quanto ganham os organismos e seus dirigentes que fazem parte deste evento! Vejamos quanto ganham os media, canais de TV. Ainda nem começou esse campeonato mas já rendeu milhões, não ao povo da África do Sul. Pelos meus cálculos, só em Portugal já foram vendidos mais de um milhão de vuvuzelas “(inglês vuvuzela, do zulu) s. f. Tipo de corneta comprida, com som forte e grave, frequente entre os adeptos de futebol sul-africanos”. E as tshert’s estampadas, bandeiras, bonés etc. etc.. Vos garanto que o povo daquele país não tirará benefício nisso. O mundo é assim! O mundo caiu na mão de exploradores que só pensão, a todo o momento, como fazer e o que mais fazer, para que o mais pequeno continuem a largar suas poupanças a fim de alimentarem as suas ganâncias. Chamem-lhe o que quiserem, “Campeonato do mundo” ou como no Brasil “Cópa do Mundo”, isso é mais uma coisa que me revolta e me leva a sentir, cada vez mais, o desejo de querer ser selvagem.


Me desculpem por pensar assim, mas é que me revolta estas e outras estratégias aplicadas pelos malabaristas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Cantores que ganham dinheiro por não saberem cantarem

Clik em esses 2 vídeos, em baixo, e ria á vontade. Não é só em Angola que tem cantores que nada cantam. Nesse ponto de vista, Portugal está bem mais pior. O primeiro é o DJ Naile a entevistar Beef, um cantor de "Rap" mas que não canta nada. O segundo é o Português que para mim não canta nada e tambem não sabe falar, nem ler, acho eu. Ambos são “Destruidor de música” . Mas eu gosto de rir, e o povo gosta de se rir... por isso é bom que eles existam. Hehehehehehe… vejam… kkkkkkkkkkkkk... hahahahahahahaha... aiué suco yangue (aiué meu Deus).
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