Estes são os Blogues dos que amam Angola

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Carreguem com o rato nesta imágem

Musica

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Angola antes da Guerra (Parte 3)

LuandaAnosProsperidade


Angola de outros tempos Sá da Bandeira

6 Horas de Nova Lisboa 1972, Huambo, Angola

Angola de outros tempos Huambo

A Casa Branca de Savimbi no Huambo

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Recordação de um Moçambicano cheio de saudade!

Ai minha terra das memórias do caju apanhado ate onde chegava a mão das frondosas arvores no campo, das mangas mal maduras colhidas à pedrada no regresso a casa depois das aulas, do amanhecer na savana com o sol a romper o matinal cacimbo, da terra vermelha da barreira, local das minhas coboiadas com os miúdos da minha idade, do sal mal tirado da pele no duche apressado entre a manhã de praia e a sessão dupla do Scala, das folhas envernizadas dos palmares reflectindo os raios dourados da tarde, das ondas pintadas laranja ao entardecer e das nuvens jorrando vermelhos e dourados prenúncio da sinfonia de sons da noite abafada que se avizinha.

Oh terra minha dos cheiros após a repentina bátega de agua desabada entre relâmpagos que dá lugar a uma inesperada calmaria, dos condimentos e especiarias da loja do indiano, dos frangos na brasa do Piri-Piri, do sarapatel e do caril, e das flores dos jardins quando a lua se eleva redonda num fundo de estrelas.

Oh minha terra das ruas e praças e quintais, dos amigos da minha escola e do liceu, dos primeiros amores e do primeiro beijo, das mãos dadas e corpos próximos nas danças ao som dos 5 di Roma e dos Nigth Stars...

Das praias de areia dourada e ondas verde esmeralda e turquesa, dos rios serpenteando ora pachorrentos ora caudalosos, e das gentes várias, mas sobretudo das crianças pretas risonhas, de olhos redondos e dentes alvos sorriso espontâneo de quem ama a vida mesmo quando esta os parece ter esquecido.

Onde estão as poeiras douradas dessa vida que de ti me afastou, onde morarão as recordações de um tempo já passado (ou sonhado) que connosco desaparecerão?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Misse Universo 2011 é Angolana



Adorei!!!
Sempre disse e continuo a dizer, e esta conquista vem me dar razão, Angola é onde estão as mulheres mais lindas do mundo! Viva a mulher Angolana! Parabénssssssss!!!!!!! Fiquei feliz

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Carta de um contratado

Eu queria escrever-te uma carta amor,
Uma carta que disse-se deste anseio!
Deste anseio de te ver!
Deste receio de te perder!
Deste mais bem-querer que sinto!
Deste mal indefinido que me persegue!
Deste saudade em que vivo todo entregue!
Eu queria escrever-te uma carta amor!
Eu queria escrever-te uma carta amor…
Uma carta de convivências íntimas!
Uma carta de lembranças de ti!
De ti, dos teus lábios vermelhos como tacula!
Dos teus cabelos negros como diloa!
Dos teus olhos doces como mecombe!
Dos teus seios duros como maboque!
Do teu andar de onça!
E dos teus carinhos!
Que maior não encontrei por aí!
Eu queria escrever-te um carta amor,
Que recorda-se nossos dias na capopa!
Nossas noites perdidas no capim!
Que recorda-se a sombra que nos caía dos gampos!
O luar que sequava das palmeiras sem fim!
Que recorda-se a loucura da nossa paixão!
E amargura da nossa separação! …
Eu queria escrever-te uma carta amor,
Que no lesses sem suspirar!
Que a escondesses do papai Pongo!
Que a sono negasse na niquieza!
Que a relesses sem a infruieza!
Sem a infruieza do esquecimento!
Uma carta que em todo o quilombo,
Outra a ela não tivesse merecimento!
Eu queria escrever-te uma carta amor!…
Eu queria escrever-te uma carta amor,
Uma carta que te levasse o vento que passa!
Uma carta que os cajus e cafeeiros!
Que as hienas e palancas!
Que os jacarés e bagres!
Pudessem entender!
Para que se o vento a perdesse no caminho,
Os bichos e as plantas!
Compadecidos dos nossos plugente sofrer,
De canto em canto!
De lamento em lamento!
De farfalhar e farfalhar!
Te levassem puras e quentes!
As palavras ardentes!
As palavras magoadas da minha ir dar-te!
Que eu queria escrever-te amor!
Eu queria escrever-te uma carta
Mas… há meu amor…
Eu não sei compreender porque é!
Porque é meu bem!
Que tu não sabes ler!
E nem eu… pró desespero… não sei escrever também!!!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Andwa, os lindos pássaros da minha selva!

Aquela selva, de árvores de grande porte com suas enormes copas, por baixo de si tinha muitas plantas de cafeeiros. Havia um pássaro, chamado de Andwa, que nidificava dentro dos cafeeiros. Seus belos ninhos com seus filhotes eram de beleza rara. Esta ave temia pouco o homem, por isso fazia seus ninhos nestas plantas que eram rasteiras, com cerca de 2 a 3 metros de altura. Acontecia muita vez o homem estar a mexer nos filhotes e os pais a uma distancia de um metro de nós, ou mesmo dentro do ninho. Se lhes roubássemos os filhotes ainda de tenra idade era fácil alimenta-los com banana, pois seus pais os alimentavam de frutos, principalmente de banana, mamão, goiaba ou papaia. Eu tinha uma grande gaiola onde coloquei cerca de uma dúzia desses belos pássaros e já faziam por lá suas crias. Eram lindas as Andwas e os seus belos cantares enchiam-me a alma!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Aquilo que o povo herdou!

Há quanta tristeza reside em meu coração! Os angolanos não requereram, o que lhes era de direito, para viverem assim! Não, Angola é um país que tem por dom de natureza, boa gente. Gente que ama, gente que sofre se te ver sofrer, gente que sorri mesmo quando sentem falta de comer! Os angolanos não mereciam viver sob alçada de um governo tirano, ditador e corrupto! Vejam este vídeo que entristece a minha alma!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O meu coração dói!

Quando li esta carta não consegui conter as lágrimas, pois como esta criança, nesta terra tão amada por quem aprendeu a ama-la, muitas passaram pela mesma situação. Foi triste, muito triste. Meus queridos seguidores, cliquem no Link e leiam a carta desta criança!
http://www.pime.org.br/missaojovem/mjatualidangola.htm



Um forte abraço a quem passou por isto.

sábado, 11 de junho de 2011

Cada vez mais me entristece a situação política em África

http://www.folha8.blogspot.com/2010_11_01_archive.html
No século XV os europeus colonizaram a África. Depois, de várias barbaridades que cometeram sobre os nativos, tratando-os como se focem animais irracionais, explorando-os e escravizando aquela gente, já em pleno século XX, depois de vários confrontos contra os colonizadores, os movimentos lutadores que exigiam a independência de seus países, através da força e de milhares ou milhões de mortos, lá conseguiram. O que mais me revolta neste momento, pois sempre que vivi em Angola fui apologista da independência (vivi lá de 07-01-1063 a 21-09-1975), é que, os que tomaram o poder de governação não aceitaram que o seu povo fosse livre! Depois de já todos nós estar-mos a ver o que se passa no Norte de África, em que quem está no poder é ditador e o povo não tem direito a escolha, também na Costa do Marfim, onde o povo á pouco tempo votou, escolheram um outro governante, mas o que estava lá e que perdeu, não quer sair, ficando assim, neste momento, com 2 governantes, o que perdeu e não sai, o que ganhou e não pode entrar, estando assim aquele povo sem serem governados. Em Angola, como todos devem ter visto, os cidadãos, revoltados com o sistema, decidiram fazerem um protesto pacífico. O governo, do ditador José Eduardo dos Santos, ao saber da pretensão do cidadão e que era para o dia 7 de Março do corrente ano, preparou os seus lacaios e fez primeiro no dia (3 do mesmo mês) uma manifestação de apoio a si próprio. Quando, então no dia 7 os primeiros 17 homens que se colocaram na rua para assim receberem os que viriam, alguns destes que já lá estavam até eram jornalistas, o comandante da polícia mandou que os prendessem e os levassem para serem interrogados.
Luanda, 07 mar (Lusa) - A Polícia Nacional angolana disse que a detenção de 17 pessoas, incluindo quatro jornalistas do Novo Jornal, que se encontravam de madrugada no Largo da Independência teve como objectivo evitar "actos de agressão".
Em declarações à imprensa angolana, o porta-voz do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, “superintendente chefe” Jorge Bengue, disse que as pessoas detidas pretendiam realizar no local uma vigília, que tinha sido impedida pelo Governo da Província de Luanda.
"À medida que essas pessoas se iam juntando no largo, foram surgindo no mesmo local, um outro grupo de pessoas, provavelmente moradores, com intenção de dispersar esse grupo de pessoas", explicou Jorge Bengue.
Com esta intimidação logo da captura dos primeiros 17 homens, já ninguém se atreveu ir para a rua. É triste o que o povo de da África está a passar na mão de governantes que estão viciados na corrupção e não querem, por nada deste mundo, largarem o poder que o detêm sobre forma de ditadura á mais de 30 anos. Tal como agora Kadafi diz: Prefere morrer que largar o poder. Pensei que ao acabar-se com o colonialismo o povo seria livre mas enganei-me. Um abraço fraternal a todos os africanos que estão a serem vitimas de abuso de poder!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

As codornizes na savana.

Recordo, daquelas vezes em que os meus amigos levavam-me com eles para apanharem codornizes lá na anhára (savana). O Paulino agarrava em mim às cavalitas (sobre o seu dorso = costas), os outros todos caminhavam connosco para o local onde havia, por entre o capim (um trigo selvagem), vários caminhos por onde as pessoas passavam quando se dirigiam de uma aldeia para a outra, ou quando iam para os seus afazeres lá nas suas lavras junto ao rio. Naqueles caminhos estreitos colocavam-se várias ratoeiras feitas por uma lançada de um fio e uma vara que ficava vergada fazendo pressão, de forma que, quando a codorniz passasse dentro da lançada destrancava o laço e a vara, exercendo pressão, prendia a codorniz. Nós estávamos escondidos a uma distância dessas armadilhas cerca de uns 15 metros e víamos as codornizes a aparecerem aos bandos. Entre 5 a 8 minutos ouvíamos uma das armadilhas a disparar e a codorniz a saltar aflita. O pior era a minha irmã Filomena, ela nunca deveria ir connosco, pois sempre que disparava uma armadilha, ela gritava dizendo: -Já apanhamos uma!
Só que nós, ao escutarmos, não deveríamos abrir a boca que era para elas por lá continuarem e assim mais cairiam nas outras ratoeiras, pois assim elas ouviam-nos e fugiam. Por isso nunca queríamos que a minha irmã fosse, pois sabíamos que ela era muito arruaceira e estragava tudo. Quando ela não ia trazíamos dezenas delas. Eram tão saborosas fritas ou de churrasco, hum!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Os cães ladram e a caravana passa (Click no Link em baixo)






Minha gente, meus irmãos, o voto é a arma do povo! Todos temos o dever de axegir um governo de todos para todos. Um grande abraço destes vossos irmão que se encontram na Diaspora.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O que se passa em Angola é rediculo!

Este é o blog do Nelo de carvalho, um Angolano na diaspora. Uma pessoa que está atento à corrupção que se pratica no seu país. No país que lutou contra a exploração colonial e que acabou por caír nas mãos de um ditador e corruptos José Eduardo dos Santos, seus capangas e familia. Triste, muito triste!



Queridos amigos! Leiam, por favor este Link do amigo Nelo:

http://blogdonelodecarvalho.blogspot.com/2011/05/um-artigo-para-as-49-criancas-difundas.html



Um abraço fraternal a todos Angolanos e a todos que amam Angola. Também a todos que lutam pelos direitos Humanos.

sábado, 2 de abril de 2011

Branquinha como a neve… até ao castanho torrado!

A Primavera em Angola inicia-se quando se inicia o Outono em Portugal! Era ver, nos morros (montanhas) do Amboim – Kwanza-Sul, o lindo cafezal se vestia de branco! Hum… que gostoso cheiro entravam pelas minhas narinas vindas da bela flor, parecendo neve que havia caído sobre aquelas plantas de café. Eram tantas flores que tapavam as folhas dessa preciosa planta “cafeeiro”. Passado 15 dias, a flor desaparecia para dar lugar a um pequenino grão que iria crescendo até se tornar adulto, sempre esverdeado. Já nos finais de Junho ele se tornava maduro e de cor vermelha, parecendo-se com uma cereja. Lá na “Roça”, logo pela manhã, o cheiro do café que o cozinheiro fazia num grande panelaço, para os trabalhadores tomarem antes de pegarem no trabalho. Saltava da cama e corria para lá, junto do cozinheiro e dos trabalhadores, para beber daquele delicioso café. Ele era puro, pois era cultivado lá na roça, secado no “terreiro” (género de uma eira mas de terra batida), debulhado por uma grande máquina que tinha umas grandes correias que ligavam umas polis às outras e que, através de um tractor agrário, se punha a marchar essa gigantesca máquina depiladora. Depois, pegava-se o grão, já descascado, colocava-se no forno, que tínhamos para coser pão, até ficar torrado. Em seguida seria feito em pó esmagando-o, com dois ou um pau, dentro de um “pilão (almofariz feito de um tronco de arvore). Hum!!! Nem posso recordar daquele cheiro e paladar gostoso do café natural criado lá na “tonga” (zona de cultivo nas montanhas).

sábado, 26 de março de 2011

O bananal à beira do ribeiro

Sinto o cheiro, o som e aquela imagem do lindo bananal à beira de um ribeiro, onde havia uma pequena cascata. Onde a cascata caia, formava um pequeno lago antes de continuar o seu leito para entrar no rio Nhia.
Era um grande bananal, de bananeiras que produziam cachos de bananas que atingiam cerca de 80 quilos cada. Nós, as crianças, por vezes, pela estrada de terra batida e avermelhada, seguíamos até lá. Havia tantos cachos de bananas, uns verdes mas outros já amadurecendo. Tirávamos umas e comíamo-las, hum… como eram gostosas aquelas bananas com um cheiro que nunca mais encontrei igual! Passávamos por entre o bananal e aproximamo-nos do ribeiro onde se encontrava algumas mães, dos meus amigos, lavando a roupa lá no lago. De tronco nu, ancas à mostra até uma parte das nádegas, só uma tanga tapava parte delas e a parte vaginal, de pele lisa e brilhante, curvados sobre as águas compunham aquele lugar de cheiro exótico.
“A função sexual no homem, levou as nádegas a assumirem uma função terciária, de carácter social. Na maioria das sociedades humanas actuais, independente de sua indumentária típica (que pode mesmo chegar à nudez total), as nádegas são encaradas como áreas "tabu" do corpo humano, onde o toque só é permitido em casos de extrema intimidade. Em certas sociedades, no entanto, um palmada nas nádegas pode ser interpretado como um cumprimento ou um gesto de incentivo entre membros de um grupo social fechado, especialmente entre homens. Em muitos lugares, é considerada uma ofensa grave a exibição deliberada das nádegas nuas.
Em Portugal, mesmo em Angola, as nádegas são consideradas a preferência pois é a região anatómica feminina mais observada pelos homens. As mulheres com o maior volume de nádegas causam uma maior atenção e desejo sexual”.
Os filhos daquelas mulheres, meus cambas (amigos), tiravam as roupas e sem preconceitos, saltavam lá para a água enquanto eu apreciava toda aquela azáfama… do bananal ao ribeiro. O nosso bananal à beira do ribeiro!

segunda-feira, 21 de março de 2011

As judiarias que lhe fizemos!

Era uma vez, um homenzinho dos seus 50 anos que trabalhava na EIP (Electricidade Industrial Portuguesa) em Portugal. Foi destacado pela empresa para ir trabalhar para Angola, no inicio da década dos anos 70, na construção de uma linha de corrente eléctrica de alta tenção, que iria ligar à barragem de Cambambe, no rio Cuanza, à cidade da Gabela. Essa linha passava mesmo por cima da nossa Chitaca (roça). Ele, o Sr. António, foi fazer parte de uma equipe que já lá andava nesses trabalhos. Mas ele era o mais velho e o mais novo naquela equipe. Todos almoçavam, jantavam e dormiam em nossa casa dentro de um armazém que tínhamos para resguardar o café ou o milho. Pois como a cidade ficava a 50 quilómetros de distância, não compensava ir e regressar aquele lugar de trabalho. Eram cerca de 25 trabalhadores, todos eles com experiencia de trabalharem entre selvas e savanas, só o Sr. António era um noviço mas com muita curiosidade para saber das coisas “misteriosas” que ouvira falar de Angola ainda em Portugal. Queria saber o que era uma pacaça! Então um certo dia, lá na savana, enquanto trabalhavam, os seus colegas o chamaram para se aproximar, mas em silêncio, para traz de uma árvore a fim de a ver. Foram dizendo para se colocar mais à esquerda, ou mais à direita para que a pudesse ver a pastar. O sr. António lá se foi colocando, ao jeito que o mandavam, mas teve de sair correndo, gritando alucinadamente, com as picadelas que sentia pelas pernas a cima. Pois não havia, ali, aquele animal que pretendia ver. Havia, era um grande carreiro com milhões de formigas carnívoras, para onde foi conduzido pelos colegas a fim de sentir o que era a mordidela dessas formigas. Enquanto ele gritava os colegas maldosos desatavam a rir. Fizeram-lhes mil e uma judiarias. Outra vez eles passaram por perto de um bananal e o Sr. António ao ver aqueles lindos cachos, alguns já maduros, contemplou-os. Os colegas deram-lhe uma catana e disseram-lhe para ele cortar um. Ao verem que ele já tinha subido a bananeira e se preparava para cortar o cacho, numa destreza aproximaram-se da bananeira e deram-lhe um golpe, fazendo com que a bananeira tomba-se com o Sr. António. Pois nuca se sobe a uma bananeira para lhe extrair o cacho. Ela só dá um, por isso tem de ser cortada rente ao chão a fim de que voltem a surgirem rebentos que serão as novas bananeiras. Também o Sr. António não gostava nada de jindungo (piripiri). Então, as minhas irmãs que preparavam as mesas onde eles tomavam as refeições, no prato, no guardanapo e na borda do copo do Sr. António esfregavam-lhe jindungo. Por um pequeno orifício enfiavam, no pão e na maior banana, um bago de jindungo. Até nos talheres lhe esfregaram jindungo.
Já imaginaram o homem, perdido com aquele fogo na boca, deixa de comer e para o abafar vai beber água mas o copo estava pior, limpa-se ao guardanapo piorou a situação, desiste de almoçar e sai para a rua, mas regressa com um sorriso e vem buscar a maior banana que estava no cestinho. Quando lhe dá a primeira trincadela e mastiga, a gritar entra para a sala e vê os colegas todos a rirem.
Depois as minhas irmãs lá lhe arranjaram outra coisa para ele comer. Já à noite, quando se deitaram nas camas, viram o senhor António a sair da sua a gritar, pois os seus colegas espalharam nos lençóis um pó que se retirava da vagem de uma árvore e que causava uma comichão tremenda! Mais uma vez o amigo António era vítima das judiarias de seus colegas. Tudo isto em nome da “amizade”.
Mas eram saudáveis aquelas brincadeiras e ele sentia-se feliz com isto. Também já o conheciam e sabiam que poderiam brincar com ele. Por isso, isto era tudo combinado. Bela recodação na histórias da minha vida!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Que grande saudade do nosso lago!


Era sempre assim: Em frente à aldeia onde eu vivia, lá no meio da savana, mesmo ao fundo do morro, os pais dos meus amigos para construírem suas casas, retiravam terra lá dum local mesmo em frente à aldeia. A medida que tiravam essa terra o buraco ia crescendo e ficou mesmo muito grande. Ficou tão largo que, quando chovia, tornava-se num lago e nas suas bermas cresciam caniços da “massambala”. A “massambala” é um tipo de cana fina que junto de sua folhagem tem género de um espigo com um grão um pouco maior que o do trigo. Para além destes caniços crescia uma outra folhagem do capim conhecido por “marianga”. Aquele buraco junto da aldeia, lá longe onde eu vivia junto dos meus cambas (amigos), por noite dentro ouvia-se o canto produzido por centenas de rãs. Durante o dia, nós os miúdos, pegávamos um pedacinho de arame de rede de capoeira, afiávamo-lo e curvávamo-lo fazendo assim um anzol. Depois, pegava-mos um pau com 2 metros de “mica” (fio de nylon que se utiliza para a pesca e outros trabalhos), apanhávamos umas minhocas e colocávamos no anzol, logo a rã ia lá apanhar e nós as tirávamos para fora do lago. Fazíamos concurso para ver quem apanhava mais. A minha irmã mais nova com a idade dos 8 aos 11 anos, ficava lá connosco mas gritava para ver se algum, dos nossos cambas, lhe emprestava o “apanhador de rãs". Já rente à noite regressávamos felizes pela brincadeira que fazíamos lá no lago, no nosso lago!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dog Murras em Salvador - Bahia

O "Semba" é a música original de Angola e que me satisfaz a alma. Foi o Semba que deu oringem ao Samba. Os escravos angolanos levaram para o Brasil o Semba, mais tarde, modificando um pouquinho o ritimo, tiraram o "e" na palavra Semba e colocaram o "a" ficando assim o nome "Samba". A música de Angola é uma das coisas que tanta saudade invade minha alma. Ver, as lindas mulheres, abanando o mataco (Bunda) com um ritimo erótico e sem complexo! Os Angolanos são os maiores em Música!!!


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Gosto de ser realista e transparente!



Do blogue “Casa de Luanda”.


JOSÉ SARNEY

Língua e ferrovia•
Quando, em 1988, visitei Angola e conversei bastante com o presidente José Eduardo dos Santos, a guerra civil estava num dos seus piores momentos. Falamos, sobretudo, sobre o modelo atrasado e retrógrado da administração portuguesa. O presidente angolano pensava em fortificar e desenvolver as línguas tribais com o objetivo de extirpar o português. Fi-lo ver que a nossa experiência fora diferente. Aqui o português matou os dialetos, sobrepôs-se ao nheengatu, a língua geral, e serviu para consolidar a unidade nacional.
Assim, dizia eu ao presidente angolano, se os portugueses pouco deixaram em Angola, deixaram a língua, que a nova nação deveria utilizar para tirar todos os proveitos políticos, a unidade nacional e como instrumento para a educação e inserção no mundo com seus 400 milhões de falantes de português.

Comentários lá no blogue

Anónimo disse...


Curiosamente, o Presidente Sarney deveria ter dito que Angola, entre a década de 60 e 70, foi o país a nível mundial com maior taxa de crescimento...
Exportações Notáveis de Café, Algodão, Sisal, Diamantes, o petróleo a começar a ser explorado, Madeiras, etc. etc...

José Sousa diz.


Blogueiros da “Casa de Luanda”! Toma como informação credível do que já falou o outro comentarista antes! O "Anónimo". Ele falou a verdade! Quando você diz que "Assim, dizia eu ao presidente angolano, se os portugueses pouco deixaram em Angola, deixaram a língua, que a nova nação deveria utilizar para tirar todos os proveitos políticos". Que eu saiba, quando os Portugueses chegaram a Angola em 1486, as casas dos nativos era de pau a pique e capim! Já nos anos 60 o meu pai vendeu tudo o que tinha em Portugal para fazer florir essa Angola. E sempre que tentou enviar algum dinheiro para Portugal, o governo de Salazar não deixava, era proibido. Só os Importadores e exportadores, conseguiam deixarem os seus dinheiros já em bancos da Suíça para que o governo português não tivesse conhecimento! Todas essas belas cidades que aí conheci e aí ficaram, eram fruto de Portugueses! Sabiam? Tirem essa venda dos olhos e vejam com toda a claridade! Eu defendo quem é realista.
A Angola que todos conheceram, com lindas cidades, estradas de ligação às mesmas, ferrovias, aeroportos, pontes, Barragens, escolas para todos, hospitais, empresas fabris onde todos tinham direitos ao emprego, só não trabalhava quem era malandro, tal como acontece em Portugal, etc. Foram os portugueses quem desenvolveram a Angola que chegou a ser o maior país, com melhores condições de igualdade social, em toda a África. Em Angola, quando da chegada dos portugueses, só existiam casas, como já disse, de pau a pique cobertas e forradas com capim ou rama de palmeira. Se hoje acham que esse desenvolvimento que existe no país é bom, isso se deve aos europeus. Mas eu condeno, pois sou a favor e defendo a rica cultura do povo Angolano, o seu habitat natural, sem andarem a tapar o chão com cimento e alcatrão. É uma pena estar a ser substituído, cultura e costumes, pela europeia, principalmente a do Brasil, China e Portugal.
Agora até já andam com macas (teimosia), por causa da dança “Capoeira”. Os Angolanos dizem que é uma dança Angolana, os Brasileiros dizem que é Brasileira. Na minha opinião, e como sempre vivi muito as tradições do povo angolano, a “Capoeira” é uma dança inventada no Brasil pelos escravos que trabalhavam nas roças. A música verdadeiramente angolana é o “Semba”.
Não estou, com isto, a querer menorizar ninguém, até porque sou contra os que invadem outros povos e tentam acabar-lhes com suas raízes e suas culturas. E então Angola é riquíssima em cultura. “Cada macaco em seu galho”. Sou contra a globalização, pois ela só serve para aumentar o fosso da corrupção.

Estas construções tem a ver com as construções portuguesas e europeias que é pobre e que destroi o habitat de qualquer parte do planeta.




Estas são as construções reaias e naturais de Angola e dos Angolanos que tem a ver com uma cultura muito rica e de um habitat riquissimo.
Vejam este Link:
http://www.a-patria.com/news/policia-prende-david-mendes-e-pares/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Na Quibala, meu Kwanza-sul a florir (Feliz!!!)

Do Jornal de Angola


Quibala, que foi elevada à categoria de vila ainda no tempo colonial, em 15 de Janeiro de 1974, é uma das localidades do Kwanza-Sul que mais sofreu durante o conflito armado, mas hoje, com a paz e estabilidade, começa a ganhar um novo cenário.

As acções, no âmbito da reconstrução nacional, são visíveis e constam da lista de prioridades definidas pelo governo da província, razão pela qual a sede do município já conta com novas infra-estruturas sociais, ligadas aos sectores da educação e saúde.
No sector da saúde, as autoridades sanitárias salientam o abastecimento de medicamentos essenciais que, garantem, melhorou significativamente, o que proporciona maior cobertura na assistência às populações.
Outro motivo de orgulho para os munícipes da Quibala é o número razoável do corpo clínico.
O chefe de secção de saúde em exercício afirmou, ao Jornal de Angola, que trabalham no município quatro médicos, um técnico médio e 130 técnicos básicos.
A Quibala tem um hospital municipal e oito postos médicos.
O sector da Educação também está em crescimento, dispondo de 68 salas de aulas em funcionamento na sede, na periferia e nas comunas, para atender os vários subsistemas de ensino no município.

Luz e estradas

O sistema de iluminação pública é assegurado por um gerador de 306 Kva. Para um abastecimento normal decorre o processo de renovação da rede eléctrica nas zonas urbanas e peri-urbanas.
A reabilitação das vias rodoviárias decorre a bom ritmo, estando em curso obras de reparação nos troços entre a sede municipal e as comunas do Cariango, Lonhe e Ndala Kachibo.
A sede do município da Quibala beneficiou, em 2009, de obras de alcatroamento das principais ruas, reabilitação do sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável.

Comércio e Turismo

As operações bancárias no município da Quibala num passado recente quase que eram impraticáveis, devido a inexistência de agências. Hoje, há duas, uma das quais construída de raiz. O sector do comércio, disse, ao Jornal de Angola, a administradora Fernanda Cabral de Almeida, “ainda está aquém das expectativas das populações, tendo em conta a pouca agressividade dos comerciantes”.
Fernanda de Almeida adiantou que se esperam “muitos investimentos do sector privado, o que pode aumentar o volume de negócios”.
O município da Quibala, referiu, é privilegiado, por ser o elo de ligação entre Luanda e o Planalto Central.
A Quibala, frisou, “tem muito a oferecer aos transeuntes, logo que sejam explorados os locais de interesse paisagístico e turístico, empreitada que considerou de execução a curto prazo.
Para o presente ano e no quadro do programa do fundo à gestão municipal, a administração da Quibala vai implementar vários projectos sociais, com acções viradas para a aquisição de equipamentos para suportar o saneamento básico, construção da residência do administrador comunal de Cariango, primeira fase da reparação de passeios e lancis e manutenção da rede de distribuição de energia eléctrica. Para suportar os encargos, em Dezembro de 2009, recebeu quase 86 milhões de Kwanzas
Fernanda Cabral anunciou que o seu executivo pensa acelerar o desenvolvimento do município, com a colaboração do sector empresarial privado e das populações.
“Nós temos de trabalhar muito rápido para elevarmos a vila da Quibala à dimensão que merece. “Em todos os domínios, com destaque para a dinamização do ramo do turismo, construção de infra-estruturas sociais e industriais, habitação e outras que vão conferir dignidade aos munícipes”, salientou. Fernanda Cabral mostrou-se optimista quanto à resolução dos problemas sociais que afligem as populações, tendo em conta as várias acções do sector privado, que estão a ser desenvolvidas no município, com destaque para os projectos “Procana”, “Aldeia Nova” e “Terra do Futuro”. A fome e o desemprego, sublinhou, têm os dias contados.
A administradora pediu aos empresários que se empenhem, cada vez mais, na oferta de bens e serviços às populações da região.
Administrativamente, o município está dividido em quatro comunas: sede, Cariango, Lonhe e Ndala Kachibo e um sector administrativo de Katofe.
A Quibala tem 10.800 quilómetros quadrados e 142.248 habitantes.
A região, potencialmente agrícola, é considerada um dos celeiros da província, potenciando os mercados do Amboim (Gabela) e de Luanda, com produtos localmente cultivados, como milho, feijão, batata rena e doce, jinguba e abacaxi.
A administradora municipal da Quibala, satisfeita com as obras que vão dar um novo visual à vila, agradeceu os esforços do Governo que “tem realizado importantes acções para satisfazer as inúmeras necessidades das populações” e retirar a circunscrição dos escombros resultantes do conflito armado.
É Angola a florir! Que bom... os angolanos merecem.

Táxi Pluvioso disse...

Eu já não sei se muito progresso é coisa boa. Cobrir o chão com alcatrão e cimento, Bancos para controlar a vida económica do cidadão, apartamentos empilhados uns em cima dos outros, etc. talvez seja inevitável, mas não sei se leva a algum lado, exceto à indústria do biológico e da ecologia. Aquilo que se chamava batatas e cebolas antigamente, hoje chamam-se produtos biológicos, vá lá o diabo perceber isto.


14 de Fevereiro de 2011 23:30


Minha Resposta...

Com toda a razão, estão destruindo o habitat mais lindo que já conheci! Substituir Selva e Savanas pelo alcatrão cimento e ferro... é um atentado feito pelos gananciosos. É triste a assacinagem que estão fazendo á terra que amo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Locais por onde navega a minha alma

Ao ver estas duas fotos, de 2009, o meu coração bateu! A primeira, da ponte, esta era uma ponte em madeira até final de 1975 e situava-se mesmo no final da fazenda de meu pai. Aqueles morros (montanhas) via-as todos os dias de nossa casa. A outra foto, das bombas de combustíveis no Moquitiche, trouxe-me recordações tristes. Eu e meus pais vivia-mos na Cananguena – Lundo, como já falei, pertinho daquela ponte e mesmo á beira do rio Nhia do lado contrário da CAOP. Quando as gentes da Gabela fugiram á guerra, nessa noite em que se preparavam para a fuga, pois o ambiente na cidade era de tiroteio do MPLA com a UNITA, um rapaz que vivia na Gabela trabalhando na loja do Senhor Loureiro, o fornecedor de tabaco aos bares pela manhã, o Jorge Loureiro Morais, partiu nessa noite e fez 50 quilómetros a fim de nos resgatar. A nossa fuga foi para a CAOP e no dia seguinte fomos por Dala Caxibo direitos a Moquitiche onde chegamos já às 21h. Ali jantamos do pouco que havia no restaurante dessas Bombas de combustíveis. Depois de jantar pensamos em dormir ali dentro dos carros. Qual não foi o nosso espanto, quando já dormindo, apareceu um geep "Land Rover" com cerca de 20 homens bem armados. Saltaram do Geep e dirigiram-se a nós de armas apontadas. Logo reparei que eles tinham o crachá da UNITA e disse-lhes: "Boa noite irmãos". Eles perguntaram-me se éramos mesmo “irmãos” ou “camaradas”, (pois “camaradas" era sinónimo de comunismo, e isso era a forma de tratamento por parte do MPLA que lutava para implantar o comunismo em Angola), eu disse-lhes que éramos "irmãos" e dizendo isto tirei de debaixo do tapete do carro o meu cartão de militante da UNITA. Aí o comandante deles disse: Hei irmãos, estes são nossos, eles têm cartão de militância. Depois de alguma conversa aconselharam-nos a não pernoitar ali pois na tarde desse dia tinha havido nos arredores confrontos entre a UNITA e o MPLA, como tal era provável que houvesse feridos ou fugitivos dentro do capim. Voltamos a traz e fomos dormir numa fazenda. De manhã ao nascer o sol partimos e voltamos a passar em frente a estas bombas de combustível da SHEL e seguimos para a Quibala onde ficamos á espera da coluna com cerca de 500 automóveis que vinha da Gabela. Só ali chegara por volta das 16h devido a terem encontrado barreiras feitas pelos apoiantes do MPLA. Nota: Nessa coluna não vinham só os brancos, também vinham os negros que eram afectos ao branco e militantes da UNITA. Da Quibala seguimos todos para Nova Lisboa (Huambo).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

KID MC - O INCORRIGÍVEL. (A coragem de um Angolano)

É preciso que os jovens de Angola acordem e tenham a coragem que tem o cantor de música “Rap” KID MC. Ouçam com atenção o seu grito de alerta. É preciso acordarem porque se o não fizerem com urgência, um dia será tarde!
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sábado, 22 de janeiro de 2011

A Luanda dos ricos e a dos pobres que a comunicação social não mostra


Os vídeos que irão ver não foram produzidos por mim. Quando falo no que se passa em Angola, simplesmente o faço por ser realista e saber que 90% dos angolanos reais não tem direito a uma fatia do bolo que é fatiado só para as elites apoiadas por um governo que se elege a si próprio! Pena é que existe gente que não gosta que a verdade venha ao de cima! Mas não é dessa forma, escondendo a verdade, que se pode dar apoia, aos angolanos, em busca de sua liberdade para a qual se perderam vidas em prol de uma sociedade com direitos iguais. O sol quando nasce é para todos, e os angolanos tem direito a usufruirem do que é seu. Foi para isso que durante anos lutaram contra o colonialismo e, durante decadas, lutaram entre si para evitarem a implantação do capitalismo selvagem, que não olha a fins. O povo angolano precisa de serem livres, necessitam de ter o direito ao voto! O voto é a arma de se poder libertar um pais da mão da corrupção. Viva o povo angolano! Viva Angola!