Estes são os Blogues dos que amam Angola

Estes são os Blogues dos que amam Angola
Carreguem com o rato nesta imágem

Musica

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Os musicos de Angola que deram a conhecer esta linda nação ao mundo


Duo Ouro Negro, o grupo musical Angolano, dos anos 60 e 70, com as musicas mais belas que já escutei! Não deixem de ver e ouvir estes dois Videos, mas uma coisa eu vos pesso! Se sentirem os corações a baterem, não chorem. Um grande abraço para as familias destes dois grandes homens e para todos os fãs.

video
video

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Angola… o grande problema étnico.

Esta matança era contra quem? Era para acabarem com o colonialismo português? Não, eram o MPLA com a ajuda de Cuba e Russia a quererem exterminar o povo do Centro e Sul de Angola!
Mas a culpa de tudo isto é de Portugal que retirou a tropa portuguesa, antes de haver eleições livres, e entregou o armamento ao MPLA e lhe deu apoio logistico para a entrada de Cuba e assim matarem os verdadeiros patriotas.
...............................................................................
É verdade que havia postado um artigo, em meu blogue, defendendo a UNITA como o partido democrático que sempre lutou pelos direitos dos Angolanos. Falava de uma realidade e dos estatutos da UNITA, mas acabei por o retirar. Pois é muito complicado implantar uma democracia em Angola visto que existem várias etnias rivais e que não aceitam serem governadas por uma etnia que não seja a sua! Durante todo o tempo que lá vivi, convivi com várias, e os da zona de Luanda são aqueles que sentem que são os maiores e melhores homens do planeta. E como tal, eles se usam de arrogância para com os do centro e sul de Angola. Eu conheço muito bem o povo Angolano! Sei que, nunca haveria paz em Angola se os do centro e sul focem governo e implantassem uma democracia! Seria o terror, haveria novamente um mar de sangue.


Enquanto estive, durante 3 meses, no campo de concentração em Nova Lisboa, actual Huambo, pude presenciar os comboios que antes transportavam mercadorias e passageiros, passaram a transportar, do porto do Lobito para o Huambo, artilharia pesada de guerra, desde carros blindados, plataformas de lançamento de canhões e milhares de Cubanos albergando fardas e cinturões com balas e armas Russas, para ajudarem o MPLA a fazer desaparecer a etnia Ovimbundu da qual surgiu, e era composto em cerca de 70%, o movimento do “galo negro” UNITA, povo do centro e sul de Angola. Nunca consegui tirar da memória aqueles comboios com tanta artilharia pesada a fim de derreterem com tudo. Os angolanos do centro e sul vão ter que gramar, para sempre, com uma opressão e até serem subjugados pelos do norte de Angola. É triste mas é assim! Tenho pena e me sinto triste, pois os angolanos deveriam viver em união e em democracia com paz e justiça social para todos sem haver diferenças. Numa democracia não pode existir etnias, religião nem cor. Somos todos irmãos, com ideias diferentes, mas temos de aceitar os outros para que os outros aceitem a nós.
Uma guerra de 30 anos para imporem uma ditadura aos filhos de Angola. Os portuguêses já lá não estavam. Vejam os videos destes conflitos de 1975 a 2001. Hoje o povo vive numa opressão como nunca.

video video

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Jonas Savimbi

Jonas Malheiro Savimbi





















Jonas Savimbi
Líder da UNITA
________________________________________
Nascimento: 03 de Agosto de 1934
Munhango, Bié

Falecimento: 22 de Fevereiro de 2002
Lucusse, Moxico (67 anos)

Nacionalidade: Angolano(a)

Partido: UNITA


Jonas Malheiro Savimbi (Munhango, Bié, 3 de Agosto de 1934 — Lucusse, Moxico, 22 de Fevereiro de 2002) foi um político e guerrilheiro angolano e líder da UNITA durante mais de trinta anos.
Tendo o apoio dos governos dos Estados Unidos da América, República Popular da China, África do Sul, Israel, vários líderes Africanos (Félix Houphouët-Boigny da Costa do Marfim, Mobutu Sese Seko do Zaire, o rei Hassan II de Marrocos e Kenneth Kaunda da Zâmbia) e mercenários de Portugal, Israel, África do Sul e França, Savimbi passou grande parte de sua vida a lutar contra o MPLA e o governo colonialista português e depois da independência de Angola, contra o governo Angolano que era apoiado por conselheiros militares da União Soviética, tropas de Cuba e da Nicarágua Sandinista. Acabando esta Guerra Civil, por se transformar em um dos mais importantes conflitos do Terceiro Mundo na Guerra Fria.

Biografia

Savimbi nasceu a 3 de Agosto de 1934, em Munhango, uma pequena cidade da província do Bié, passando a sua juventude na sua aldeia natal e posteriormente no Huambo, cidade que após a independência de Angola, serviu como sua base militar durante a Guerra Civil Angolana (1975 - 2002). O pai de Savimbi era o chefe da estação ferroviária de Angola em Benguela linha e também um pregador protestante. Ambos os seus pais eram membros da tribo Ovimbundu, o que mais tarde serviu a Savimbi como base principal da sua política.
Durante a sua juventude ganhou uma bolsa de estudos para a Europa na (Suíça), onde viria a se formar em ciências políticas. A maior parte da vida adulta do líder da UNITA foi passada na guerrilha. Fluente em português, inglês e francês, Savimbi costumava reservar essas línguas para contactos com os seus opositores políticos, diplomatas ou jornalistas. No dia-a-dia, Savimbi usava a língua Ovimbundu para se exprimir.
A UNITA — "o Movimento do Galo Negro" foi criada por Savimbi em 1966 para combater o colonialismo português.
Em 1992, aquando das primeiras eleições em Angola, Savimbi participou sendo derrotado, resolveu voltar à guerra por não aceitar o resultado das mesmas, alegando que as mesmas não tinham sido transparentes, optando novamente pelo caminho da guerra civil.
Em 1994, a UNITA assinou os acordos de paz de Lusaca, depois de meses de negociações, e aceitou desmobilizar as suas forças, com o objectivo de conseguir a reconciliação nacional. O processo de paz prolongou-se durante quatro anos, marcado por acusações e adiamentos. Nesse período, muitos membros da UNITA deslocaram-se para Luanda e integraram o Governo de Unidade Nacional, no entanto dissidências internas separaram o braço armado do braço político surgindo dessa forma a UNITA renovada, onde Jonas Savimbi não se sentia representado, rompendo com os acordos de paz e retornando ao caminho da guerra.
Morreu a 22 de Fevereiro de 2002, em Lucusse na província do Moxico após uma longa perseguição efectuada pelas Forças Armadas Angolanas (FAA) braço armado do MPLA que o abateram.
Claro, que para o MPLA, Jonas Malheiro Savimbi teria de ser abatido visto que ele e o seu movimento, UNITA, lutavam por uma democracia, onde o povo teria direito a escolher quem os governa de 4 em 4 anos! Onde o povo teria direito a falar mal do seu governo, onde poderiam reclamar, onde teriam direitos sociais por igual! Onde o povo angolano teria direito a usufruir, por igual, da riqueza extraída na sua pátria!
A UNITA era o povo e o povo era a UNITA!

KWACHA ANGOLA (Abram os olhos)

Mais sangue não! Existe uma arma melhor para acabar com a opressão! É o VOTO

17 de setembro, marca o Dia do Herói Nacional


Agostinho Neto, foi por várias ocoasiões preso pelo PIDE-DGS antiga polícia política portuguesa, e deportado para Tarrafal, Cabo Verde, sendo -lhe fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio e assumiu a direção do MPLA do qual foi presidente de honorário até 1962.

Historia de Agostinho Neto

António Agostinho Neto (Ícolo e Bengo, 17 de Setembro de 1922 — Moscovo, 10 de Setembro de 1979) foi um médico angolano, formado na Universidade de Coimbra, que em 1975 se tornou o primeiro presidente de Angola até 1979. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o "Prémio Lenine da Paz".
Fez parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países naquela que ficou designada como a Guerra Colonial Portuguesa ou Guerra do Ultramar como também é conhecida. Foi preso pela PIDE e deportado para o Tarrafal, sendo-lhe fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio. Aí assumiu a direcção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do qual já era presidente honorário desde 1962.


Agostinho Neto morreu num hospital em Moscovo no decorrer de complicações durante uma operação a um cancro hepático de que sofria, poucos dias antes de fazer 57 anos de idade. Foi substituído na presidência de Angola por José Eduardo dos Santos que até agora esta no poder.
Na minha opinião, Neto, não morreu pela doença, morreu porque era interesse de Moscovo, e de alguns Angolanos ligados ao MPLA, deixarem-no morrer para poderem mudar o regime que era favorável ao povo. Na minha imaginação, Neto foi morto para poderem dar a oportunidade aos corruptos, aos extorquirdes de tesouros, Neto foi traído pelos seus capangas para que o povo não podesse viver em uma sociedade de direitos iguais! Esta é a minha ópinião sobre a morte de Agostinho Neto, mas, também duvido muito que o povo, com o MPLA no poder, venha de alguma vez a viverem sem ditadura!

Obra literária

Poesia

1957 Quatro Poemas de Agostinho Neto, Póvoa do Varzim, e.a.
1961 Poemas, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império
1974 Sagrada Esperança, Lisboa, Sá da Costa (inclui os poemas dos dois primeiros livros)
1982 A Renúncia Impossível, Luanda, INALD (edição póstuma)

Política

1974 - Quem é o inimigo… qual é o nosso objectivo?
1976 - Destruir o velho para construir o novo
1980 - Ainda o meu sonho

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Baía (Marginal) de Luanda

A década de 1960 e meia de 75, vivia, como já sabem, em Angola. Lembra-me de tudo o que por lá passei. Lembra-me das esplanadas dos bares na Capital de Luanda, daquela Marginal ou da Mutamba. Tudo esfervilha-va, Luanda tinha muita vida com esses bares a abarrotar. Nunca vi crianças, ou adultos, pedintes ou a venderem quinquilharias para poderem sobreviverem. As esplanadas eram compostas por brancos, negros, mulatos ou mestiços. Bebia-se cerveja Cuca e comiam-se camarões que eram os tremoços de Luanda. Apreciava-se os transeuntes, Cafécos (Raparigas) de bela minissaia e os Kandengues (Rapazes) de calça á boca-de-sino com sapatos de rasto alto e cabelo comprido ou penteados com muita brilhantina tipo Jonh Trovolta. Estava-mos nos anos do “Yé-yé” onde até os Automóveis eram místicos.
Todas as raças, de homens, ao passarem uns pelos outros, olhavam-se olhos nos olhos e o seu sorrio entrava-nos na alma. Racismo…eu nunca por lá vi! Todos era-mos iguais e por isso é que existia muita gente Mulata ou mestiça. Tenho na família raparigas que se casaram com Negros. Existia sim divisão de classes, mas isso, pelo que me contam, em Portugal era bem pior. Também conheci, em Angola, muitos brancos que eram marginalizados por outros brancos pelo facto de não quererem trabalhar e deixarem-se cair no desleixo e viverem na pobreza nos “Musseques” (Bairros onde viviam os que não queriam trabalhar) ou na mata longe da civilização.
Mas aquela Luanda, dos anos 60, me deixa tanta saudade que dá vontade de cantar; “À manhã vou acender uma vela na Muxima… Vou á Mutamba e pego um Maximbombo qualquer… A Rainha da Terra Nova só para lá no Musseque”.


São Saudades e tantas Saudades de todo o esfervilhar que em Luanda existia. Ai-ué mama!
Amanhã-Duo Ouro Negro (Anos 60)
video

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Numa noite de caça

Quando tinha 19 anos, fui passar uns dias a casa dos sogros da minha irmã Otília, que ficava a dez quilómetros de distância, na Lala.
Um dos filhos, o Toninho, era mais novo que eu e tinha apenas 17 anos.
Um dia, por volta das 22 horas, pegou no Jeep "Land Rover", colocou-me na cabine e na carroçaria, de pé, seguiram dois homens de raça negra, cada um deles levava um "Farolim" na testa, farolim esse, ligado a uma bateria pendurada na cinta e uma arma na mão.
O Toninho conduzia o Jeep, também com uma arma ao nosso lado. As armas eram caçadeiras e a 22 longos (22 longos era uma arma de caça parecida com a G3 arma do exército) utilizava uma bala, certeira a uma distância de cento e cinquenta metros.
Lá seguimos até a “Anhara” Savana de N’dala Caxibo.
Depois de termos percorrido uns quinze quilómetros começaram a ver-se, naquele deserto escuro, centenas ou milhares de olhos a brilharem.
Eram Palancas, Gnus, Nuches, Veados, Impalas, Pacaças, Seixas e Javalis. Paramos a uma distância deles, mais ou menos 50 metros. Ele saiu do Jeep e subiu para junto dos nossos amigos. Já era 1h da manhã, começaram a atirar e mataram 5 Impalas e 2 Nuches. Chegamos a casa já com o sol a nascer do lado da Zambia. Hai... como era lindo aquele nascer do sol! Chegamos á Sanzala foi uma festa, foi carne para todos. Estas memórias são meu alimento, cada uma é uma engrenagem que faz parte da máquina que me dá força para viver mas... com tanta saudade.
Vejam este filme

video

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DE CABINDA AO CUNENE


Por ter ido ao Kwanza Norte
Me enchi de tanta sorte.

Bebi água do Bengo
Agora sou mulherengo.

A mulher de Benguela
Não há outra como ela.

Na província do Bié
Uma mossa me fez café.

Tomando o pau de Cabinda
O pénis arrebita ainda.

Eu vivi no Kwanza Sul
Onde o céu era mais azul.

Tive uma paixão no Cunene
Ela se chamava “Suzene”.

Da cidade do Huambo
Saí e fui ao Lubango.

Entre a savana da Huíla
Vimos um grande Gorila.

Na capital Luanda
Andei por toda a banda.

Com amigos em Luanda Norte
Ao lado deles me senti forte.

Também fui a Luanda Sul
E comprei lá um bule.

Na noite quente de Malanje
Vi dançar um Quinganje.

Também tive de ir ao Moxico
Para ver o meu avô Chico.

Nas farras de Namibe
Todos dançavam o Caribe.

Um dos meus amigos do Uíge
Tinha o nome de Caníge.

Passando pelo Zaire
Me ofereceram lá um Xaile.

E até ao Kuando Kubango
Eu ia de vez em quando.