O meu terceiro dia em Angola foi
lindo, sim muito lindo! Com 9 anos apenas já sentia o desejo de ser um Tarzâm!
Viver na selva e ser um selvagem. Quando o guarda da floresta me convidou a ir
com ele pela selva dentro, eu não imaginava quanta beleza iria encontrar! Por caminhos
estreitos na floresta densa, ele levava-me sentado sobre os seus ombros (às
cavalitas) enquanto eu olhava para tudo que nos rodeava. Os grandes arbustos
com grandes lianas que desciam da copa até ao chão e os macacos saltavam e
gritavam. Vários cantares de varias espécies de aves se faziam ouvir. Fomos seguindo
até que lá já bem ao fundo da montanha encontramos uma grande e bela cachoeira,
a cachoeira do Binga. Desde o primeiro olhar eu me impressionei, numa beleza rara
tão natural, bateu acelerado o meu coração, uma energia forte tocou em mim. Eu não
sei descrever tanta emoção, eu nunca tinha visto um lugar assim. Senti, então, nesse
momento que ali era o paraíso! Senti a vontade de ali viver para sempre mas como
um selvagem, como um macaco, no mundo da liberdade. Aquele lugar não esquecerei
jamais, ficou para sempre gravado em mim!
Dozens of Indigenous herders file lawsuit against carbon project in Kenya
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Indigenous communities from Biliqo Bulesa in Kenya have filed a lawsuit
against a carbon credit project
Há 13 horas





























Queria saber o que era uma pacaça! Então um certo dia, lá na savana, enquanto trabalhavam, os seus colegas o chamaram para se aproximar, mas em silêncio, para traz de uma árvore a fim de a ver. Foram dizendo para se colocar mais à esquerda, ou mais à direita para que a pudesse ver a pastar. O sr. António lá se foi colocando, ao jeito que o mandavam, mas teve de sair correndo, gritando alucinadamente, com as picadelas que sentia pelas pernas a cima.
Pois não havia, ali, aquele animal que pretendia ver. Havia, era um grande carreiro com milhões de formigas carnívoras, para onde foi conduzido pelos colegas a fim de sentir o que era a mordidela dessas formigas. Enquanto ele gritava os colegas maldosos desatavam a rir.
Fizeram-lhes mil e uma judiarias. Outra vez eles passaram por perto de um bananal e o Sr. António ao ver aqueles lindos cachos, alguns já maduros, contemplou-os. Os colegas deram-lhe uma catana e disseram-lhe para ele cortar um. Ao verem que ele já tinha subido a bananeira e se preparava para cortar o cacho, numa destreza aproximaram-se da bananeira e deram-lhe um golpe, fazendo com que a bananeira tomba-se com o Sr. António. Pois nuca se sobe a uma bananeira para lhe extrair o cacho. Ela só dá um, por isso tem de ser cortada rente ao chão a fim de que voltem a surgirem rebentos que serão as novas bananeiras.
Também o Sr. António não gostava nada de jindungo (piripiri). Então, as minhas irmãs que preparavam as mesas onde eles tomavam as refeições, no prato, no guardanapo e na borda do copo do Sr. António esfregavam-lhe jindungo. Por um pequeno orifício enfiavam, no pão e na maior banana, um bago de jindungo. Até nos talheres lhe esfregaram jindungo.
Já à noite, quando se deitaram nas camas, viram o senhor António a sair da sua a gritar, pois os seus colegas espalharam nos lençóis um pó que se retirava da vagem de uma árvore e que causava uma comichão tremenda! Mais uma vez o amigo António era vítima das judiarias de seus colegas. Tudo isto em nome da “amizade”.


